Confiança empresarial fica estável em setembro

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Confiança empresarial fica estável em setembro (Foto: Pexels) Confiança empresarial fica estável em setembro

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) subiu 0,1 ponto em setembro de 2019, para 94,1 pontos. Na média do terceiro trimestre, o índice cresceu 1,2 ponto em relação ao trimestre anterior, retornando ao nível médio do quarto trimestre de 2018.
“A confiança empresarial ficou estável em setembro, refletindo uma percepção ainda desfavorável com relação à situação corrente dos negócios e otimismo moderado com a perspectiva de melhora ao longo dos próximos meses”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV IBRE.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

O Índice de Situação Atual (ISA-E) ficou estável em setembro, em 91,1 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-E) subiu 0,6 ponto, para 101,6 pontos. Na média do terceiro trimestre, o índice que retrata a percepção atual subiu 0,8 ponto em relação ao trimestre anterior. Já o índice que retrata as expectativas do empresariado para os próximos meses, avançou 2,7 pontos na mesma métrica.

Entre os setores que integram o ICE, o comportamento também tende à estabilização ao final do terceiro trimestre. Naqueles que mais avançaram nos meses anteriores, como o Comércio e Construção, houve queda de 1,5 e 0,5 ponto, respectivamente, em setembro. No setor de Serviços, que havia amargado perda no mês anterior, houve alta de 1,7 ponto. A confiança da Indústria, que havia avançado discretamente no mês anterior, ficou estável em setembro.

“Além de registrar recuo da confiança no terceiro trimestre, a indústria é o segmento com menor grau otimismo em setembro. Isso ocorre de uma combinação de fatores tanto internos, como o ritmo lento de crescimento da demanda, provocando acúmulo de estoques, quanto externos, como as dificuldades que vem enfrentando a Argentina e a possibilidade de uma desaceleração mais forte da economia mundial em 2020”, afirma Aloisio Campelo Jr.

(Redação - Investimentos e Notícias)