Confiança empresarial recua 0,1 ponto em outubro

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Confiança empresarial recua 0,1 ponto em outubro (Foto: Pexels) Confiança empresarial recua 0,1 ponto em outubro

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) caiu 0,1 ponto em outubro de 2019, para 94,0 pontos. Em médias móveis trimestrais, o indicador ficou estável em 94,0 pontos.

“A relativa estabilidade da confiança empresarial nos últimos quatro meses decorre de evoluções distintas de seus componentes, levando a uma leitura com aspectos favoráveis e desfavoráveis sobre o atual momento da economia. Os indicadores que refletem as condições atuais dos negócios continuam avançando gradualmente, sinalizando uma aceleração lenta mas certa do nível de atividade. Já as expectativas atingiram seu melhor momento em julho e depois disso acomodaram em um nível mais baixo, próximo aos 100 pontos, como um possível reflexo dos níveis ainda elevados de incerteza”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV IBRE.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

Os dois componentes do ICE evoluíram em sentidos opostos em outubro: o índice que mede a percepção corrente dos empresários (ISA-E) subiu 1,2 ponto, para 92,7 pontos. O Índice de Expectativas (IE-E) caiu 1,2 ponto, para 99,7 pontos, iniciando o quarto trimestre ligeiramente abaixo da faixa neutra dos 100 pontos.

Em termos setoriais, em outubro houve comportamento desfavorável da confiança da Indústria e do setor de Serviços, os dois carros-chefes do índice, e uma evolução favorável do Comércio e da Construção. Em médias móveis trimestrais, apenas a confiança da Indústria apresenta tendência negativa.

Difusão da Confiança

Em outubro, a confiança avançou em 47% dos 49 segmentos que integram o ICE, um número ligeiramente abaixo da proporção em alta do mês anterior. O destaque positivo é o Comércio, em que a difusão de alta superou os 60% em outubro, após ter o pior desempenho setorial em setembro neste quesito.

(Redação – Investimentos e Notícias)