Crédito ampliado ao setor não financeiro sobe em maio

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Crédito ampliado ao setor não financeiro sobe em maio (Foto: Pexels) Crédito ampliado ao setor não financeiro sobe em maio

Em maio, o crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$10,9 trilhões (150,1% do PIB), aumentando 0,9% no mês, segundo dados do Banco Central (BC). A variação mensal refletiu crescimentos de 1,9% nos títulos de dívida, com aumento nos títulos públicos, e de 0,3% nos empréstimos e financiamentos. A carteira de dívida externa registrou estabilidade no mês, -0,1%. Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 13,5%, resultado dos aumentos na dívida externa, títulos de dívida e empréstimos e financiamentos, respectivamente, 22%, 12,8% e 9,2%.

O crédito ampliado a empresas e famílias alcançou R$6,3 trilhões (86,7% do PIB), variação de -0,1% no mês e de 15,9% em doze meses. No mês, os empréstimos e financiamentos cresceram 0,3%, enquanto os instrumentos do mercado de capitais doméstico e o estoque das captações externas declinaram 1% e 0,4%, respectivamente. No período de doze meses, o crescimento do crédito ampliado a empresas e famílias distribui-se por seus principais componentes: dívida externa, 34,1%, estimulada pela desvalorização cambial; títulos de dívida, 13,6%; e empréstimos e financiamentos, 9,1%.

Operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN)

O saldo das operações de crédito do SFN totalizou R$3,6 trilhões em maio, aumento de 0,3% no mês, com crescimento de 0,7% na carteira de pessoas jurídicas (saldo de R$1,6 trilhão) e estabilidade na de pessoas físicas (R$2 trilhões). Em doze meses, o crescimento da carteira total passou de 9,6% para 9,3%, estimuladas pelas operações com pessoas jurídicas, que aumentaram 10,3%, superando a expansão com pessoas físicas, 8,5%.

O crédito livre para pessoas jurídicas alcançou R$1 trilhão, crescendo 0,7% no mês e 24,2% em doze meses, com destaque para o capital de giro. O crédito livre a pessoas físicas totalizou R$1,1 trilhão, queda de 0,5% no mês e aumento de 9,0% em doze meses, com reduções em diversas modalidades, como cheque especial, crédito pessoal não consignado, aquisição de veículos e cartão de crédito à vista. 

No crédito direcionado, a carteira de pessoas físicas alcançou R$929 bilhões, expansões de 0,5% no mês e de 7,9% em doze meses. O saldo das operações com pessoas jurídicas cresceu 0,6% no mês e manteve contração na comparação interanual, -8,0%, situando-se em R$565 bilhões em maio.

As concessões totais de crédito somaram R$289 bilhões em maio. Na série com ajuste sazonal, houve redução de 3,3% em relação a abril, variações de -6,1% nas empresas e de 1% nas famílias. No acumulado do ano, comparado ao mesmo período do ano anterior, as concessões totais cresceram 7,6%, refletindo a elevação em pessoas jurídicas, 17,7%, e a queda em pessoas físicas, -0,9%. 

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito do SFN, situou-se em 19,2% a.a. em maio, após declínios de 0,5 p.p. no mês e de 1,9 p.p. na comparação interanual. No crédito livre não rotativo, ocorreram reduções de -0,5 p.p. e -4,3 p.p., nas mesmas bases de comparação, alcançando 24,8%. O spread geral do ICC alcançou 13,7 p.p., diminuindo em todos os períodos comparativos. 

A taxa média de juros das operações contratadas em maio alcançou 20,4% a.a., com quedas de 1,1 p.p. no mês e de 4,5 p.p. em doze meses. O spread geral das taxas de juros das concessões situou-se em 16,4 p.p., com declínios de 0,8 p.p. e de 2,4 p.p., nos mesmos períodos.

No crédito livre, a taxa média de juros das concessões atingiu 29,5% a.a., reduzindo-se 1,8 p.p. no mês e 8,4 p.p. na comparação interanual. No segmento de famílias, a taxa média de juros atingiu 42,7% a.a., declínio de 1,9 p.p. no mês, ocorrendo reduções em diversas modalidades, destacando-se cartão de crédito rotativo regular, 25,1 p.p., cartão parcelado, 10,3 p.p., e crédito não consignado, 5,5 p.p. No crédito livre às empresas, a taxa média de juros diminuiu 1,5 p.p. em maio, para 14,2% a.a., destacando-se reduções nas modalidades capital de giro, 1,2 p.p., e conta garantida, 0,9 p.p. Excluindo-se as operações rotativas, a taxa média de juros do crédito livre registrou declínios de 1 p.p. no mês e 7,2 p.p. em doze meses, situando-se em 21,9% em maio.

Agregados monetários

A base monetária atingiu R$368,1 bilhões em maio, crescimento de 9,3% no mês e de 32,5% em doze meses. No mês, o papel-moeda emitido cresceu 8,2% e as reservas bancárias, 16,4%. Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, impactaram de forma expansionista as operações do Tesouro Nacional, R$108,2 bilhões, as operações da Linha Temporária Especial de Liquidez com Letras Financeiras Garantidas, R$20,6 bilhões, e as operações do setor externo, R$14,5 bilhões, destacando-se as de recompra a termo. Registraram fluxo contracionista as operações com títulos públicos federais, R$89,4 bilhões (colocações líquidas de R$70 bilhões no mercado primário e vendas líquidas de R$19,4 bilhões no mercado secundário), os depósitos de instituições financeiras, R$17,7 bilhões, e as operações com derivativos, R$3,5 bilhões.

Os meios de pagamento restritos (M1) alcançaram R$490,2 bilhões, elevação de 5,6% no mês, com crescimentos em seus componentes: 7,9% no papel-moeda em poder do público e 3,3% nos depósitos à vista. Considerando-se dados dessazonalizados, o M1 avançou 5,3% no mês.

O M2 aumentou 4,0% no mês, totalizando R$3,5 trilhões, destacando-se elevações de 6% no saldo dos depósitos a prazo e de 4% nos depósitos de poupança. No mês, foram registradas captações líquidas de R$77,0 bilhões nos depósitos a prazo e de R$37,2 bilhões nos depósitos de poupança. O M3 cresceu 2,3% no mês, atingindo R$7,2 trilhões, refletindo principalmente o crescimento do M2. O saldo das quotas de fundos do mercado monetário cresceu 0,6% em maio, totalizando R$3,5 trilhões. O M4 registrou aumento de 1,3% no mês e de 10,4% na comparação em doze meses, totalizando R$7,6 trilhões.

(Redação - Investimentos e Notícias)