Crédito ampliado totalizou R$9,7 tri em julho

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Crédito ampliado totalizou R$9,7 tri em julho (Foto:Divulgação) Crédito ampliado totalizou R$9,7 tri em julho

Em julho, o crédito ampliado totalizou R$9,7 trilhões (137,6% do PIB), mantendo estabilidade na comparação mensal, segundo dados do Banco Central (BC). O saldo de títulos de dívida cresceu 1,1%, destacando-se os aumentos em títulos privados (variação de 3,9%, notadamente debêntures) e instrumentos securitizados (2,6%, sobressaindo os direitos creditórios na carteira de fundos). O saldo de empréstimos e financiamentos e a dívida externa registraram reduções de 0,1% e 2%, respectivamente, refletindo, no caso das captações externas, o efeito da apreciação cambial do período. Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 8,4%, com expansões em seus três componentes (empréstimos e financiamentos: 5,3%; títulos de dívida: 11% e dívida externa: 9%). 

O crédito ampliado a empresas e famílias somou R$5,4 trilhões, apresentando redução de 0,3% no mês e expansão de 10,1% em doze meses. No mês, as reduções na dívida externa, 2,9%, e nos empréstimos e financiamentos, 0,1%, foram parcialmente compensadas pela elevação dos saldos dos instrumentos do mercado de capitais, 3,4%. O crédito ao governo geral cresceu 0,4% no mês e 6,4% na comparação interanual, situando-se em R$4,3 trilhões.

Operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN)

O saldo das operações de crédito do SFN totalizou R$3,3 trilhões em julho, reduzindo-se 0,2% no mês, devido à queda no saldo de pessoas jurídicas, -1,5%, para R$1,4 trilhão, enquanto a carteira de pessoas físicas aumentou 0,8%, atingindo R$1,9 trilhão. Na comparação em doze meses, houve crescimento de 5,1%, composto por aumento de 10,6% no crédito às famílias e redução de -1,5% às empresas.

O crédito livre às famílias situou-se em R$1 trilhão, com aumentos de 1,6% no mês e de 15% na comparação interanual. No mês, destaque para as operações de crédito pessoal consignado, financiamentos de veículos e cartão à vista (esse último, com influência sazonal). 

O crédito livre para pessoas jurídicas somou R$813 bilhões, contração de 1,7% no mês e expansão de 8,7% em doze meses, com a variação mensal refletindo liquidações sazonais nas modalidades mais relacionadas ao fluxo de caixa das empresas (descontos de duplicatas e recebíveis, antecipação de faturas de cartão), além de redução nas operações voltadas ao comércio exterior (especialmente, adiantamentos sobre contratos de câmbio). 

As concessões totais de crédito somaram R$355 bilhões em julho. Na série com ajuste sazonal, houve expansão mensal de 1,8% (2,4% nas contratações de famílias e 1,5% de empresas). No acumulado do ano, comparativamente ao mesmo período do ano anterior, as concessões totais cresceram 12,1%, com aumento de 13,1% nas contratações do crédito livre, composto por expansões de 14,5% para pessoas físicas e de 11,3% para pessoas jurídicas.

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), referente ao custo médio de toda a carteira do SFN, manteve-se estável em 21,4% a.a. em julho e registrou aumento de 0,5 p.p. em doze meses. No crédito livre não rotativo, o ICC registrou variações de 0,1 p.p. e -0,8 p.p. no mês e em doze meses, na ordem, situando-se em 28,9%. O spread geral do ICC atingiu 14,9 p.p., com aumentos de 0,1 p.p. e de 0,9 p.p., nos mesmos períodos.

A taxa média de juros das operações contratadas em julho alcançou 25% a.a., o que representou redução de 0,2 p.p. no mês e aumento de 0,6 p.p. na comparação interanual. O spread geral das taxas das concessões de julho situou-se em 19,7 p.p., com ligeira elevação no mês, 0,1 p.p. 

No crédito livre, a taxa média de juros das concessões recuou 0,3 p.p. e 0,1 p.p., respectivamente, situando-se em 38%, influenciada pela redução na taxa para as famílias, -1 p.p. no mês, para 52,2%. Destaque para as reduções no cheque especial, -3,5 p.p., cartão rotativo não regular, -4,5 p.p., e crédito pessoal não consignado, -0,8 p.p.

Excluindo-se operações rotativas, a taxa de juros do crédito livre permaneceu estável em 28,6% a.a., o que implicou redução de 0,6 p.p. em doze meses.

Agregados monetários

A base monetária alcançou R$271,3 bilhões em julho, com reduções de 1,7% no mês e de 1,5% em doze meses. No mês, houve declínio de 13,6% nas reservas bancárias e aumento de 0,4% no papel moeda emitido. Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, destacaram-se os impactos contracionistas das operações com títulos públicos federais (R$25,6 bilhões, com vendas líquidas de R$31,7 bilhões no mercado secundário e resgates líquidos de R$6,1 bilhões no mercado primário), das operações com derivativos (R$3,9 bilhões) e do setor externo (R$5,9 bilhões) – que refletiram, especialmente, operações de vendas à vista de moedas estrangeiras, conjugadas com recompra a termo. Em contrapartida, as operações do Tesouro Nacional foram expansionistas em R$11,8 bilhões e, os depósitos de instituições financeiras, em R$19 bilhões, refletindo a redução na alíquota de recolhimento compulsório sobre recursos a prazo.

Os meios de pagamento restritos (M1) somaram R$367,5 bilhões em julho, queda de 1,4% no mês, destacando-se a redução de 2,8% em depósitos à vista. Considerando-se dados dessazonalizados, o M1 permaneceu estável em julho. O M2 alcançou R$2,9 trilhões, com variação de 0,1 % no mês, resultado dos aumentos de 0,4% no saldo dos títulos emitidos por instituições financeiras (R$1,7 trilhão) e de 0,2% nos depósitos de poupança (R$805,7 bilhões). No mês, ocorreram captações líquidas de R$9,6 bilhões nos depósitos a prazo e resgates líquidos de R$1,6 bilhão na poupança. O M3 expandiu-se 0,9% no mês, totalizando R$6,5 trilhões, acompanhando a elevação de 1,7% nas quotas de fundos do mercado monetário, que somaram R$3,4 trilhões. O M4 cresceu 0,6% no mês e 6,9% na comparação interanual, situando-se em R$6,9 trilhões.

(Redação – Investimentos e Notícias)