Custo da cesta básica registra aumento em 11 capitais

  •  
Custo da cesta básica registra aumento em 11 capitais Foto: Divulgação

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) divulgou hoje, 6, a pesquisa realizada em 17 cidades sobre a cesta básica brasileira. Segundo a entidade, em janeiro de 2020, o custo do conjunto de alimentos essenciais subiu em 11 capitais e caiu em seis.

 

As altas mais expressivas ocorreram em Aracaju (4,75%), Salvador (4,43%), João Pessoa (3,87%) e Belo Horizonte (2,57%), enquanto as principais quedas foram observadas no Sul e Sudeste: Florianópolis (-4,41%), Rio de Janeiro (-1,89%), Curitiba (-1,43%) e Vitória (-1,41%).

A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 517,51), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 507,13) e por Porto Alegre (R$ 502,98). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 368,69) e Salvador (R$ 376,49).

Em 12 meses, entre janeiro de 2019 e o mesmo mês de 2020, todas as cidades acumularam alta. As que tiveram destaque nas elevações fora Vitória (16,03%), Goiânia (14,28%), Porto Alegre (13,89%) e Recife (13,50%).

Em janeiro de 2020, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.347,61, ou 4,18 vezes o mínimo já reajustado de R$ 1.039,00. Em janeiro de 2019, quando o salário mínimo era de R$ 998,00, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.928,73 (ou 3,94 vezes o que vigorava naquele período) e, em dezembro do mesmo ano, a R$ 4.342,57 (ou 4,35 vezes o piso vigente).

São Paulo

Em janeiro de 2020, em São Paulo, a cesta de alimentos básicos aumentou 2,17% em comparação com dezembro do ano anterior e custou R$ 517,51. Ainda assim, teve o maior preço nessa cidade, na comparação entre as 17 capitais pesquisadas pelo DIEESE. Em 12 meses, a variação foi de 10,66%.

Entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, houve elevação no valor médio dos seguintes produtos: tomate (20,92%), feijão carioquinha (13,00%), batata (11,93%), açúcar refinado (10,66%), arroz agulhinha (4,03%), óleo de soja (4,02%), leite integral (1,58%), pão francês (0,95%) e manteiga (0,70%). Não houve variação no preço da farinha de trigo e a carne bovina de primeira (-3,24%), o café em pó (-1,51%) e a banana (-1,04%) apresentaram redução no preço médio.

Em 12 meses, 10 produtos acumularam alta: feijão carioquinha (33,70%), batata (23,75%), carne bovina de primeira (21,71%), açúcar refinado (14,41%), óleo de soja (10,54%), banana (8,01%), arroz agulhinha (4,03%), manteiga (2,81%), farinha de trigo (2,46%) e pão francês (1,91%). Somente o café em pó (-6,10%), o tomate (-4,48%) e o leite integral (-2,53%) tiveram taxas negativas.

(Redação - Investimentos e Notícias)