Déficit em transações correntes totaliza US$ 3,9 bilhões, aponta BC

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Déficit em transações correntes totaliza US$ 3,9 bilhões, aponta BC Foto: Divulgação

O Banco Central divulgou nesta quarta-feira, 25, o déficit em transações correntes, que totalizou US$3,9 bilhões em fevereiro de 2020, ante déficit de US$3,3 bilhões no mesmo mês de 2019.

 

A elevação de US$570 milhões no déficit decorreu da redução de US$154 milhões no superávit da balança comercial de bens, de maiores déficits nas contas de serviços (US$239 milhões) e de renda primária (US$224 milhões), e de elevação dos ingressos líquidos de renda secundária (US$47 milhões).

O déficit em transações correntes nos doze meses encerrados em fevereiro de 2020 somou US$52,9 bilhões (2,91% do PIB), ante US$52,3 bilhões (2,86% do PIB), em janeiro de 2020.

De acordo com o BC, as exportações de bens totalizaram US$16,4 bilhões em fevereiro, aumento de 4,0% em relação ao mês correspondente de 2019. Na mesma base de comparação, as importações de bens aumentaram 6,0%, para US$13,9 bilhões. Na comparação entre os primeiros bimestres de 2020 e 2019, as exportações reduziram 8,6% para US$30,9 bilhões, enquanto as importações aumentaram 2,9%, também totalizando US$30,9 bilhões.

A contração do saldo comercial, de superávit de US$3,7 bilhões no primeiro bimestre de 2019, para déficit de US45 milhões no período homólogo de 2020, determinou a ampliação do déficit em transações correntes no período, afirmou o Banco.

Enquanto isso, o déficit na conta de serviços atingiu US$2,6 bilhões no mês, 10,2% superior ao resultado de fevereiro de 2019, US$2,4 bilhões. Destacaram-se o incremento na despesa líquida de aluguel de equipamentos, de US$937 milhões para US$1,5 bilhão, e a redução nas despesas líquidas de viagens, de US$760 milhões para US$ 403 milhões.

Em fevereiro de 2020, o déficit em renda primária aumentou 6,1% na comparação com fevereiro de 2019, somando US$3,9 bilhões. Os gastos líquidos com juros somaram US$1,4 bilhão no mês, aumento de 35,3% na comparação interanual, com incremento de despesas e estabilidade nas receitas. As despesas líquidas de lucros e dividendos somaram US$2,5 bilhões, redução de 6,1% ante fevereiro de 2019.

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$6,0 bilhões no mês, ante US$7,7 bilhões em fevereiro de 2019. O fluxo foi composto por ingressos líquidos de US$2,3 bilhões em participação no capital e de US$3,7 bilhões em operações intercompanhia. Nos doze meses encerrados em fevereiro de 2020, o IDP totalizou US$76,7 bilhões, correspondendo a 4,22% do PIB, em comparação a US$78,3 bilhões (4,28% do PIB) no mês anterior.

No mês, a saída líquida de investimento em portfólio no mercado doméstico somou US$3,4 bilhões, com saídas líquidas de US$4,5 bilhões em ações e fundos de investimento e ingressos líquidos de US$1,1 bilhão em títulos de dívida. No primeiro bimestre de 2020 houve saídas líquidas de US$1,9 bilhão em instrumentos de portfólio negociados no mercado doméstico, comparativamente a ingressos líquidos de US$10,7 bilhões observados em período similar, em 2019.

(Redação - Investimentos e Notícias)