Déficit em transações correntes totalizou US$795 milhões

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Déficit em transações correntes totalizou US$795 milhões (Foto: Pexels) Déficit em transações correntes totalizou US$795 milhões

Em novembro de 2018, o déficit em transações correntes totalizou US$795 milhões, inferior ao de novembro de 2017, US$2,2 bilhões, segundo dados do Banco Central (BC). O superávit comercial de US$3,6 bilhões, ante US$3,2 bilhões em novembro do ano anterior, contribuiu para essa redução do déficit na comparação interanual. O déficit corrente acumulado nos doze meses encerrados em novembro situou-se em US$14,0 bilhões (0,74% do PIB), terceiro mês consecutivo de redução. 

Em novembro, das exportações totais de US$20,9 bilhões, aquelas ao amparo do Repetro somaram US$1,6 bilhão, enquanto as importações totais atingiram US$17,3 bilhões, sendo US$2,2 bilhões relativas ao Repetro. O resultado da balança comercial de bens no mês refletiu as expansões interanuais das importações totais, 29,0%, e das exportações totais, 25,3%. No acumulado de 2018, até novembro, comparativamente a período similar de 2017, as exportações aumentaram 9,9% e as importações, 22,7%, determinando redução de US$12,0 bilhões no superávit comercial (para US$49,4 bilhões).

O déficit da conta de serviços atingiu US$2,7 bilhões no mês, 13,2% inferior ao observado em novembro de 2017. Na mesma base de comparação, destaque-se o incremento de 2,4% nos gastos líquidos de transporte, e as reduções nas despesas líquidas de viagens (17,1%), e de aluguel de equipamentos (6,4%). No acumulado do ano, até novembro, o déficit em serviços cresceu 1,7% relativamente ao mesmo período de 2017.

Em novembro, o déficit em renda primária recuou 20,7% na comparação interanual, somando US$1,9 bilhão. Os gastos líquidos com juros somaram US$894 milhões no mês, comparativamente a US$1,3 bilhão em novembro de 2017, em função da expansão de 65,3% nas receitas de juros, que totalizaram US$777 milhões, impactadas pela elevação das taxas de juros externas e seus efeitos na remuneração das reservas internacionais do país. As despesas líquidas de lucros e dividendos somaram US$1,0 bilhão no mês, redução de 11,4% ante o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, até novembro, o déficit em renda primária recuou 10,4%, para US$31,2 bilhões, destacando-se as expansões das receitas de juros, 43,2%, e das receitas de lucros e dividendos, 12,2%.

Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$10,3 bilhões em novembro, ante US$4,6 bilhões em novembro de 2017, atingindo US$80,7 bilhões no acumulado em doze meses, equivalentes a 4,25% do PIB (percentual mais elevado desde janeiro de 2017, 4,30%). De janeiro a novembro de 2018, os ingressos líquidos de IDP somaram US$77,8 bilhões, montante 18,6% superior ao observado em período correspondente de 2017.

No mês, as saídas líquidas de investimentos em ações, fundos de investimento e títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico somaram US$5,2 bilhões, mantendo tendência de volatilidade desde o início do ano. No acumulado em doze meses, ocorreram saídas líquidas de US$10,5 bilhões.

Reservas internacionais

As reservas internacionais atingiram US$379,7 bilhões em novembro de 2018, correspondendo a 393,1% da dívida externa de curto prazo residual (exceto operações intercompanhia e títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico), com recuo de US$568 milhões relativamente ao mês anterior. As operações de linhas com recompra contribuíram para reduzir o estoque das reservas em US$2,1 bilhões no mês, enquanto as variações por preços e por paridades, e as receitas de juros, proporcionaram incrementos de US$797 milhões e US$634 milhões, na ordem. O estoque de linhas com recompra totalizou US$4,25 bilhões em novembro de 2018.

Dívida externa

Em setembro de 2018, a dívida externa brasileira totalizou US$643,2 bilhões, dos quais US$ 307,4 bilhões negociados no mercado internacional, exclusive operações entre empresas de mesmo grupo econômico; US$231,2 bilhões em operações intercompanhia; e US$104,7 bilhões em títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico.

(Redação – Investimentos e Notícias)