Expectativa de inflação dos consumidores se mantém estável

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Destaque Expectativa de inflação dos consumidores se mantém estável (Foto: Pexels) Expectativa de inflação dos consumidores se mantém estável

A expectativa dos consumidores brasileiros para a inflação nos próximos 12 meses passou de 5,7% em agosto para 5,6% em setembro, um ligeiro recuo de 0,1 ponto, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Na comparação com o mesmo período no ano anterior, houve queda de 1,1 ponto percentual.

“A expectativa de inflação dos consumidores mostra-se bem ancorada e segue de perto a inflação medida pelo IPCA. Parece que enquanto a variação dos preços se mantiver estável, a expectativa dos consumidores para o futuro continuará no mesmo ritmo e oscilará em torno de 5%. Uma excelente notícia, considerando-se a grande incerteza eleitoral que vivemos no momento”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV IBRE.

Na distribuição por faixas, a parcela dos consumidores que projetaram valores dentro dos limites de tolerância (3%-6%) da meta de inflação de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para este ano aumentou de 56,3% em agosto para 57,6% em setembro. A proporção de consumidores que projetam valores abaixo do limite inferior (3%) subiu de 8,2% em agosto para 8,4% em setembro. A parcela dos que esperam valores para a inflação entre o limite inferior (3%) e o centro da meta subiu de 28,8% para 30,2% no mesmo período de comparação, a maior parcela nos últimos seis meses. A proporção de consumidores indicando valores acima de 12% recuou 1,1 ponto percentual, abaixo da frequência relativa média de 7,0% nos seis meses anteriores. 

Em setembro, as expectativas de inflação por faixa de renda pouco se alteraram. Entre as famílias com renda mensal de até R$ 2.100,00 houve ligeira redução, de 0,1 ponto percentual, de 6,3% em agosto para 6,2% em setembro. Para os consumidores com renda familiar mensal entre R$ 4.800,00 e R$ 9.600,00, as expectativas de inflação também avançaram 0,1 p.p., mas para 5,5%, o maior nível desde outubro de 2017 (5,9%).

(Redação – Investimentos e Notícias)