Geração de emprego significa boas notícias para o consumo das famílias, diz MUFG

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Geração de emprego significa boas notícias para o consumo das famílias, diz MUFG Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou nesta sexta-feira, 28, a taxa de desocupação no País. Segundo o IBGE, a taxa atingiu 11,2% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2020 caindo nas duas comparações: -0,4 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2019 (11,6%) e -0,8 p.p. em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (12,0%).

 

De acordo com o Instituto, a população desocupada (11,9 milhões de pessoas) teve redução em ambas as comparações: -3,7%, (ou 453 mil pessoas a menos) em relação ao trimestre móvel anterior e -5,6% (712 mil pessoas a menos) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Já a população ocupada, que representa 94,2 milhões, ficou estável em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve alta de 2,0% (mais 1,9 milhão de pessoas).

Ainda segundo o IBGE, a taxa de informalidade atingiu 40,7% da população ocupada, representando um contingente de 38,3 milhões de trabalhadores informais. No trimestre móvel anterior, essa taxa havia sido 41,2% e no mesmo trimestre do ano anterior, 40,6%.

De acordo com análises do MUFG (Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc), holding do Banco MUFG Brasil, esse aumento no ritmo de geração de empregos com carteira assinada certamente representa boas notícias para a perspectiva do consumo das famílias, uma vez que esses trabalhadores geralmente têm renda mais estável e melhor acesso ao crédito em comparação com os do mercado de trabalho informal.

Para o MUFG, o mercado de trabalho mostra que o crescimento do PIB neste ano dependerá fortemente da demanda doméstica, especialmente em momentos de preocupação com o ritmo da economia global.

"Embora esperemos crescimento mais alto do PIB este ano (+ 2,2%), sendo o dobro do crescimento estimado em 2019 (+ 1,1%), as condições do mercado de trabalho reagem com um atraso devido a algumas razões. Além disso, também existem incertezas quanto ao ritmo do crescimento econômico doméstico e, nesse cenário adverso, as empresas podem hesitar um pouco em aumentar significativamente sua força de trabalho".

(Redação - Investimentos e Notícias)