IBGE prevê alta de 2,5% na safra de junho de 2020

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IBGE prevê alta de 2,5% na safra de junho de 2020 (Foto: Pexels) IBGE prevê alta de 2,5% na safra de junho de 2020

Em junho, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2020 foi estimada em 247,4 milhões de toneladas e se manteve em patamar recorde, 2,5% acima da safra de 2019 (mais 6 milhões de toneladas) e 0,6% superior à estimativa de maio (mais 1,5 milhão de toneladas), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo e, somados, representaram 92,3% da estimativa da produção e responderam por 87,2% da área a ser colhida. Em relação a 2019, houve acréscimos de 1,7% na área do milho (aumentos de 4,7% no milho de primeira safra e de 0,6% no milho de segunda safra), de 2,9% na área da soja e quedas de 2,0% na área do arroz e de 0,1% na do algodão herbáceo.

Em relação ao ano passado, a estimativa é de acréscimos de 5,6% para a soja (119,9 milhões de toneladas), de 5,3% para o arroz (10,8 milhões de toneladas) e de 0,4% para o algodão herbáceo (6,9 milhões de toneladas). É esperado decréscimo de 3,0% para o milho (crescimento de 2,8% no milho de primeira safra e decréscimo de 5,1% no milho de segunda safra), com produção de 97,5 milhões de toneladas (26,7 milhões de toneladas de milho na primeira safra e 70,8 milhões de toneladas de milho na segunda safra).

A distribuição da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi a seguinte: Centro-Oeste (115,8 milhões de toneladas), Sul (73,6 milhões de toneladas), Sudeste (25,6 milhões de toneladas), Nordeste (21,9 milhões de toneladas) e Norte (10,5 milhões de toneladas). Isso representa aumento em quase todas as regiões: Nordeste (14,3%), Sudeste (7,8%), Norte (7,0%) e Centro-Oeste (3,8%). O Sul declinou 4,7%.

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,4%, seguido pelo Paraná (16,4%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (10,1%), Mato Grosso do Sul (7,9%) e Minas Gerais (6,1%), que, somados, representaram 79,6% do total nacional. Com relação à participação das regiões brasileiras, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (46,8%), Sul (29,8%), Sudeste (10,3%), Nordeste (8,9%) e Norte (4,2%).

Destaques na estimativa de junho de 2020 em relação a maio

Em junho, destacaram-se as variações nas seguintes estimativas de produção em relação a maio: café arábica (4,8%), da cana-de-açúcar (1,8%), da mandioca (1,4%), do trigo (1,2%), do sorgo (1,2%), da aveia (1,0%), do milho 2ª safra (0,9%), do milho 1ª safra (0,6%), da soja (0,5%). Houve redução na produção da batata 3ª safra (26,2%), do feijão 1ª safra (3,0%), da cevada (2,4%), do café canephora (1,9%), da batata 2ª safra (1,6%), do feijão 2ª safra (1,0%) e da batata 1ª safra (0,5%).

Em números absolutos, os destaques foram para as variações da cana-de-açúcar (11,9 milhões de toneladas), do milho 2ª safra (647,7 mil toneladas), da soja (547,3 mil toneladas), da mandioca (266,6 mil toneladas), do milho 1ª safra (160,8 mil toneladas), café arábica (121,7 mil toneladas), do trigo (82,7 mil toneladas), do sorgo (31,7 mil toneladas), da aveia (10,5 mil toneladas), da batata 3ª safra (-239,3 mil toneladas), do feijão 1ª safra(-42,3 mil toneladas), da cevada (-10,5 toneladas), do café canephora (-16,6 toneladas), da batata 2ª safra (-17,6 mil toneladas), do feijão 2ª safra (-11,0 mil toneladas) e da batata 1ª safra (-8,8 mil toneladas).

(Redação – Investimentos e Notícias)