IGP-10 acelera para 1,20% em setembro, mostra FGV

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Destaque IGP-10 acelera para 1,20% em setembro, mostra FGV (Foto: Pexels) IGP-10 acelera para 1,20% em setembro, mostra FGV

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 1,20% em setembro, percentual superior à alta de 0,51% registrada em agosto, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com este resultado, o índice acumula alta de 7,89% no ano e de 9,66% em 12 meses. Em setembro de 2017, o índice havia registrado elevação de 0,39% e acumulava queda de 1,66% em 12 meses. 

Dentre os indicadores, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou de 0,64% em agosto para 1,76% em setembro. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram em média 0,34% em setembro, após queda de 0,43% em agosto. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -9,12% para -1,58%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou alta de 0,20% em setembro. No mês anterior, a taxa foi de 0,17%.

A taxa do grupo Bens Intermediários avançou de 1,00% em agosto para 1,63% em setembro. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,60% para 1,27%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,46% em setembro, ante 1,05% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas subiu 3,64% em setembro, após alta de 1,51% em agosto. Contribuíram para a aceleração do grupo os seguintes itens: minério de ferro (0,27% para 10,15%), milho (em grão) (-3,01% para 8,43%) e suínos (-5,02% para 8,82%). Em sentido descendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens leite in natura (11,29% para 4,27%), cana-de-açúcar (0,55% para -1,03%) e bovinos (1,82% para 1,35%).

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,08% em setembro. Em agosto, o índice havia sido de 0,14%. Quatro classes de despesa componentes do índice registraram recuo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Habitação, cuja taxa passou de 0,82% para 0,24%. Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, que caiu 0,53% em setembro, após registrar alta de 3,57% em agosto.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Transportes (0,09% para -0,28%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,29% para 0,26%) e Comunicação (0,07% para -0,12%). As contribuições para estes movimentos partiram dos seguintes itens: tarifa de ônibus urbano (0,76% para -0,36%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,06% para -0,37%) e tarifa de telefone móvel (0,24% para -0,62%). 

Em contrapartida, os grupos Alimentação (-0,37% para 0,01%), Educação, Leitura e Recreação (-0,12% para 0,26%), Despesas Diversas (0,09% para 0,65%) e Vestuário (-0,47% para -0,12%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens hortaliças e legumes (-14,44% para -5,98%), passagem aérea (-14,78% para 20,93%), cigarros (0,62% para 1,65%) e roupas (-0,83% para -0,08%).

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,16% em setembro, contra 0,46% em agosto. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,36%, ante 0,82% no mês anterior. O índice que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação em setembro. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,15%.

(Redação – Investimentos e Notícias)