IGP-10 variou 1,43% em outubro

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Destaque IGP-10 variou 1,43% em outubro (Foto: Pexels) IGP-10 variou 1,43% em outubro

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 1,43% em outubro, percentual superior à alta de 1,20% registrada em setembro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com este resultado, o índice acumula alta de 9,44% no ano e de 10,69% em 12 meses. Em outubro de 2017, o índice havia registrado elevação de 0,49% e acumulava queda de 1,29% em 12 meses.

Dentre os indicadores, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou de 1,76% em setembro para 1,92% em outubro. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram em média 1,52% em outubro, após alta de 0,34% em setembro. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -0,62% para 1,45%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou alta de 1,02% em outubro. No mês anterior, a taxa foi de 0,20%.

A taxa do grupo Bens Intermediários avançou de 1,63% em setembro para 2,53% em outubro. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 2,60% para 7,78%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,60% em outubro, ante 1,46% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas subiu 1,65% em outubro, após alta de 3,64% em setembro. Contribuíram para a desaceleração do grupo os seguintes itens: minério de ferro (10,15% para 3,14%), milho (em grão) (8,43% para -2,42%) e leite in natura (4,27% para -2,58%). Em sentido ascendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens aves (-0,03% para 4,10%), cana-de-açúcar (-1,03% para 0,51%) e bovinos (1,35% para 2,81%).

já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,52% em outubro. Em setembro, o índice havia sido de 0,08%. Seis classes de despesa componentes do índice registraram avanço em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes, cuja taxa passou de -0,28% para 1,43%. Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, que subiu 4,68% em outubro, após registrar queda de 0,52% em setembro.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Alimentação (0,01% para 0,47%), Educação, Leitura e Recreação (0,26% para 0,70%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,26% para 0,40%), Vestuário (-0,12% para 0,22%) e Comunicação (-0,12% para 0,16%). As contribuições para estes movimentos partiram dos seguintes itens: hortaliças e legumes (-5,98% para 1,87%), salas de espetáculo (-3,92% para 2,12%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,37% para 0,47%), roupas (-0,08% para 0,42%) e tarifa de telefone móvel (-0,62% para -0,01%).

Em contrapartida, os grupos Habitação (0,24% para 0,12%) e Despesas Diversas (0,65% para 0,09%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens taxa de água e esgoto residencial (1,08% para 0,00%) e cigarros (1,65% para -0,08%).

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,31% em outubro, contra 0,16% em setembro. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,52%, ante 0,36% no mês anterior. O índice que representa o custo da Mão de Obra subiu 0,12% em outubro. No mês anterior, este índice não registrou variação.

(Redação – Investimentos e Notícias)