IGP-DI apresenta taxa de 1,48% em junho

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Destaque IGP-DI apresenta taxa de 1,48% em junho Foto: Divulgação IGP-DI apresenta taxa de 1,48% em junho

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi de 1,48% em junho, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando foi de 1,64%. Com este resultado, o índice acumula alta de 5,45% no ano e de 7,79% em 12 meses. Em junho de 2017, o índice havia caído 0,96% e acumulava queda de 1,51% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (9) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou de 2,35% em maio para 1,67% em junho. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais avançou de 1,05% em maio para 2,02% em junho. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 1,39% para 5,52%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 2,13% em junho após registrar alta de 0,62% em maio.

O índice do grupo Bens Intermediários variou 1,96% em junho, contra 3,30% no mês anterior. O principal responsável por esta desaceleração foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa de variação passou de 10,60% para -1,00%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 2,50% em junho, ante 2,06% no mês anterior.

No estágio das Matérias-Primas Brutas a variação foi de 0,89% em junho. Em maio, a taxa havia sido de 2,80%. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (7,76% para -0,17%), soja (em grão) (2,98% para -2,77%) e milho (em grão) (5,59% para -0,94%). Em sentido oposto, vale citar aves (7,32% para 22,98%), cana-de-açúcar (-3,40% para -1,60%) e bovinos (-2,02% para -0,07%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 1,19% em junho, ante 0,41% no mês anterior. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição para o avanço da taxa do IPC partiu do grupo Alimentação (0,24% para 1,59%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item laticínios, cuja taxa passou de 1,60% para 5,70%.

Também apresentaram avanço em suas taxas de variação os grupos Habitação (0,73% para 1,93%), Transportes (0,48% para 1,25%), Educação, Leitura e Recreação (-0,37% para 0,28%), Comunicação (0,20% para 0,32%) e Despesas Diversas (0,06% para 0,15%). Nessas classes de despesa, as principais influências observadas partiram dos itens tarifa de eletricidade residencial (3,94% para 8,83%), gasolina (2,57% para 4,12%), passagem aérea (-6,70% para 7,20%), tarifa de telefone móvel (0,00% para 0,55%) e serviço religioso e funerário (0,30% para 0,62%).

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,70% para 0,40%) e Vestuário (0,41% para 0,20%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores recuos foram observados nos seguintes itens: artigos de higiene e cuidado pessoal (0,76% para -0,67%) e roupas femininas (0,41% para 0,33%).

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,46% em junho, ante 0,19% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 42 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 25 apresentaram taxas abaixo de 0,16%, linha de corte inferior, e 17 registraram variações acima de 1,12%, linha de corte superior. Em junho, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 69,53%, ficando 16,28 pontos percentuais acima do registrado em maio, quando o índice foi de 53,25%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,97% em junho, contra 0,23% no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 0,79%. No mês anterior, a taxa havia subido 0,39%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 1,12%, ante 0,10% no mês anterior.

(Redação - Investimentos e Notícias)