IGP-DI sobe 0,44% em julho, mostra FGV

  •  
Destaque IGP-DI sobe 0,44% em julho, mostra FGV (Foto: Pexels) IGP-DI sobe 0,44% em julho, mostra FGV

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi de 0,44% em julho, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando havia sido de 1,48%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com este resultado, o índice acumula alta de 5,92% no ano e de 8,59% em 12 meses. Em julho de 2017, o índice havia caído 0,30% e acumulava queda de 1,42% em 12 meses.

Dentre os indicadores, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou de 1,67% em junho para 0,52% em julho. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais caiu 0,31% em julho após registrar alta de 2,02% em junho. O principal responsável por este recuo foi o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 5,52% para 0,64%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,51% em julho, ante 2,13% em junho.

O índice do grupo Bens Intermediários variou 1,33% em julho, contra 1,96% no mês anterior. O principal responsável por esta desaceleração foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 2,75% para 1,02%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,45% em julho, ante 2,50% no mês anterior.

No estágio das Matérias-Primas Brutas a variação foi de 0,53% em julho. Em junho, a taxa havia sido de 0,89%. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: aves (22,98% para 1,46%), milho (em grão) (-0,94% para -8,01%) e minério de ferro (-0,17% para -1,39%). Em sentido oposto, vale citar soja (em grão) (-2,77% para 2,02%), leite in natura (2,20% para 12,51%) e cana-de-açúcar (-1,60% para 1,52%).

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,17% em julho, ante 1,19% no mês anterior. Sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição para o recuo da taxa do IPC partiu do grupo Alimentação (1,59% para -0,61%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -1,90% para -20,54%.

Também apresentaram recuo em suas taxas de variação os grupos Habitação (1,93% para 1,08%), Transportes (1,25% para 0,00%), Vestuário (0,20% para -0,64%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,40% para 0,27%), Despesas Diversas (0,15% para 0,05%) e Comunicação (0,32% para 0,24%). Nessas classes de despesa, as principais influências observadas partiram dos itens tarifa de eletricidade residencial (8,83% para 5,34%), gasolina (4,12% para -0,41%), roupas (0,26% para -1,00%), plano e seguro de saúde (0,99% para 0,63%), alimentos para animais domésticos (0,51% para -0,28%) e mensalidade para TV por assinatura (0,54% para -0,19%). 

Em contrapartida, apenas o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,28% para 0,42%) apresentou acréscimo em sua taxa de variação. Nesta classe de despesa, o maior avanço foi observado no item salas de espetáculo (0,15% para 0,82%).

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,24% em julho, ante 0,46% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 33 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 19 apresentaram taxas abaixo de -0,08%, linha de corte inferior, e 14 registraram variações acima de 0,84%, linha de corte superior. Em julho, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 55,62%, ficando 13,91 pontos percentuais abaixo do registrado em junho, quando o índice foi de 69,53%.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,61% em julho, contra 0,97% no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 1,08%. No mês anterior, a taxa havia subido 0,79%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,23%, ante 1,12% no mês anterior.

(Redação – Investimentos e Notícias)