Indicadores mostram recuperação da Indústria da Construção

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Indicadores mostram recuperação da Indústria da Construção (Foto: Pexels) Indicadores mostram recuperação da Indústria da Construção

Os indicadores de Condições atuais e de Expectativa da Indústria da Construção apresentaram melhora em junho, mas a maioria permaneceu muito próximo ou mesmo abaixo da linha dos 50 pontos, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

O resultado reflete a retomada do setor após a normalização do transporte rodoviário de cargas. O retorno, ainda que gradual, do fluxo de insumos e produtos viabilizou a melhora da atividade, diminuiu a ociosidade e impactou positivamente a expectativa dos empresários. Importante ressaltar, todavia, que a indefinição sobre o tabelamento de fretes mínimos – intervenção estabelecida pelo governo a fim de solucionar a greve – ainda gera incertezas e aumenta a percepção de risco do empresário, fatores que se refletiram em falta de confiança e baixa propensão ao investimento.

Os indicadores de nível de atividade e de número de empregados permaneceram abaixo da linha divisória dos 50 pontos em junho, indicando queda da atividade e do emprego em relação ao mês anterior.

A queda no nível de atividade foi, todavia, menos intensa que a verificada no mês anterior. O indicador apresentou crescimento de 2,3 pontos entre maio e junho, alcançando 46,7 pontos. O emprego, por outro lado, apresentou recuo de 0,9 ponto, na mesma base de comparação. Com isso, o indicador de número de empregados ficou em 43,4 pontos em junho.

A comparação dos indicadores de atividade e emprego com o mesmo mês de 2017 foi mais positiva. Ambos registraram crescimento, de 3,9 pontos e 1,6 pontos, respectivamente.

O índice de nível de atividade efetivo em relação ao usual segue refletindo a fraca atividade do setor da indústria da construção. Apesar do crescimento de 3,1 pontos frente a maio, situando-se em 35,6 pontos, o índice continua ainda muito distante da linha divisória de 50 pontos, o que significa um nível de atividade efetivo abaixo do usual para o mês. Na comparação com o mesmo mês de 2017, contudo, o indicador cresceu 6,0 pontos.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) também apresentou melhora. A UCO cresceu 2 pontos percentuais (p.p.) em junho, alcançando 57%, após ter registrado queda de 3,0 p.p. entre abril e maio. O percentual está 4,0 p.p. acima do registrado no mesmo mês de 2017, mas 3,0 p.p. abaixo da média da série histórica para o mês, iniciada em 2012.

No segundo trimestre do ano, as condições financeiras das empresas da indústria da construção melhoraram em relação ao trimestre anterior. Entretanto, os índices continuam abaixo dos 50 pontos, refletindo insatisfação com as margens de lucro e situação financeira, além de dificuldades de acesso ao crédito. Os índices também mostram crescimento na comparação com o 2º trimestre de 2017.

Os indicadores de expectativa apresentaram oscilações ao longo de 2018. Apesar disso, os indicadores permaneciam acima da linha divisória de 50 pontos até maio, indicando crescimento para os próximos seis meses do nível de atividade, de novos empreendimentos e serviços, do número de empregados e de compras de insumo e matérias-primas. Em junho, entretanto, as expectativas pioraram e os índices ficaram abaixo ou muito próximas à linha de 50 pontos. Em julho, houve melhora em todos os indicadores; a maioria, todavia, continua próximo ou abaixo dos 50 pontos.

Os indicadores de expectativa do nível de atividade e de novos empreendimentos e serviços cresceram 1,1 e 1,0 ponto, respectivamente, atingindo 51,5 e 50,2 pontos, em julho. Os indicadores de compras de insumos e matérias primas e do número de empregados avançaram 1,7 e 1,1 ponto, respectivamente, alcançando 50,5 e 49,2 pontos.

Por fim, o índice de intenção de investimento (compras de máquinas e equipamentos, pesquisa e desenvolvimento, inovação de produto ou processo) cresceu 0,7 ponto em julho na comparação com o mês anterior, atingindo 31,3 pontos. Apesar do crescimento, o índice segue muito baixo, indicando pouca intenção dos empresários em investir. Ressalte-se, todavia, que na comparação com o mesmo mês de 2017, houve aumento de 4,6 pontos.

(Redação – Investimentos e Notícias)