Índice de Confiança Empresarial sobe 1,2 ponto em dezembro

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Destaque Índice de Confiança Empresarial sobe 1,2 ponto em dezembro (Foto: Divulgação) Índice de Confiança Empresarial sobe 1,2 ponto em dezembro

O Índice de Confiança Empresarial (ICE), da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), avançou 1,2 ponto em dezembro e atingiu 93,1 pontos1, o maior nível desde abril de 2014 (95,7 pontos) depois de seis meses consecutivos de alta. 

“O ano de 2017 termina com a melhora da percepção sobre a situação presente dos negócios e com a retomada do otimismo. Este cenário sugere que a confiança empresarial deve continuar avançando nos próximos meses, embora se espere alguma volatilidade em função dos níveis ainda elevados de incerteza política”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas do FGV IBRE.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas sondagens empresariais produzidas pelo FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

A alta do ICE em dezembro decorreu da melhora tanto da percepção sobre o momento presente do empresariado quanto das perspectivas de curto prazo. O Índice de Expectativas (IE-E) subiu 1,4 ponto, alcançando 101,3 pontos – esta é primeira vez que o índice ultrapassa a barreira dos 100 pontos desde novembro de 2013 (101,4 pontos). O Índice da Situação Atual (ISA-E) subiu 0,9 ponto, para 87,6 pontos, maior nível desde setembro de 2014 (88,1 pontos).

A confiança avançou nos quatro setores que integram o ICE. A maior contribuição para a alta do índice em dezembro foi dada pelo setor de Serviços (0,5 ponto) seguida pelos setores da Indústria e do Comércio (0,3 ponto, cada) e da Construção (0,1 ponto) .Em dezembro o indicador de emprego previsto² (106,1 pontos) atingiu o maior patamar desde março de 2014 (108,3 pontos). A maior contribuição para variação de 2,2 pontos deste indicador foi dada pelo Comércio (1,4 ponto), seguido por Indústria (0,6 ponto) e Serviços (0,2 ponto).

O ano de 2017 foi marcado pela recuperação do indicador que mede o grau de satisfação com a situação presente das empresas. Enquanto em 2016, a alta do ICE havia sido motivada principalmente pela melhora das expectativas de curto prazo, em 2017 o indicador da situação atual contribuiu de forma consistente para o avanço do índice. 

Em dezembro, a confiança aumentou em 67% dos 49 segmentos pesquisados pela FGV IBRE para compor o ICE. Considerando-se médias móveis trimestrais, a proporção de segmentos em alta na margem é de 60% do total.

(Redação – Investimentos e Notícias)