Indústria da construção segue desaquecida

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Indústria da construção segue desaquecida (Foto: Pixabay) Indústria da construção segue desaquecida

A indústria da construção segue desaquecida e demonstra menos euforia nos índices de confiança e expectativa que demonstrava nos dois primeiros meses de 2019, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os índices de nível de atividade e de número de empregados apresentaram leve melhora em fevereiro, oscilando em direção à linha divisória de 50 pontos. O indicador de nível de atividade registrou 44,3 pontos, aumento de 0,3 ponto em relação a janeiro, mas permanece 1,9 ponto abaixo do registrado há um ano. 

O índice de emprego atingiu 42,9 pontos, 0,4 ponto acima do valor registrado no último mês e 1,2 ponto abaixo do nível observado há um ano.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) registrou 56%, em fevereiro, aumento de 1 ponto percentual (p.p.) em relação a janeiro, mas queda de 1 p.p. frente ao registrado em fevereiro de 2018.

O aumento na UCO se deu por um leve aquecimento no setor de construção de edifícios, cuja UCO aumentou 1 p.p.. Ao passo que os serviços especializados para a construção registraram estagnação da UCO, em 57%, e o setor de obras de infraestrutura registrou queda de 1p.p. na UCO, que chegou a 52%, a mais baixa entre as categorias de corte.

Na comparação por porte, as empresas grandes e médias apresentaram aumento da UCO em 3 p.p. e 1 p.p., respectivamente. Já as empresas de pequeno porte registraram queda de 2 p.p. no indicador, sendo este o grupo com maior ociosidade.

Os índices de expectativas ficaram praticamente estagnados em março, demonstrando cautela dos empresários da construção. O único indicador que sugere aumento do otimismo é o de expectativa em relação a novos empreendimentos e serviços, com um incremento modesto de 0,4 ponto em relação a fevereiro.

O índice de expectativas em relação ao número de empregados não se alterou entre fevereiro e março. Os indicadores de expectativas de nível de atividade e compras de insumos e matérias primas registraram queda de 0,5 e 0,2 ponto, respectivamente.

O índice de intenção de investimento (compras de máquinas e equipamentos, pesquisa e desenvolvimento, inovação de produto ou processo) diminuiu nos dois últimos meses. O indicador de março registra 34 pontos; trata-se da segunda queda no ano, ambas de 2 pontos. O índice varia de zero a cem pontos e quanto maior o valor, maior a disposição para fazer investimentos.

Ainda assim, o indicador encontra-se 2,9 pontos acima do valor registrado em março de 2018, e está 0,3 ponto acima da média histórica de 33,7 pontos.

A confiança do empresário da construção, mensurada no ICEI – Construção, diminuiu pela segunda vez consecutiva no ano, agora de forma mais acentuada. O indicador registra 59,8 pontos em março, queda de 3,5 pontos frente ao nível de fevereiro.

Apesar da queda, o nível de confiança está 6,5 pontos acima da média histórica e, ao superar a linha divisória de 50 pontos, mostra que o empresário está otimista em relação ao crescimento do setor.

O indicador de Condições Atuais recuou 3,3 pontos frente a fevereiro, puxado pelo recuo de 3,8 pontos no índice de condições da economia brasileira. O indicador de Expectativa também registrou queda, de 3,6 pontos, registrando 64,9 pontos. A piora nos componentes do ICEIConstrução mostra que tanto a avaliação das condições correntes de negócio em relação aos meses anteriores quanto as expectativas para os próximos meses estão piores.

(Redação – Investimentos e Notícias)