Intenção de Investimentos da Indústria cresce no 4T18

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Destaque Intenção de Investimentos da Indústria cresce no 4T18 (Foto: Pexels) Intenção de Investimentos da Indústria cresce no 4T18

O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria da Fundação Getulio Vargas subiu 4,4 pontos no quarto trimestre de 2018 em relação ao trimestre anterior, para 117,4 pontos, o maior nível desde o primeiro trimestre desse ano (123,7 pontos). O indicador mede a disseminação do ímpeto de investimento entre as empresas industriais, colaborando para antecipar tendências econômicas.

“Apesar da melhora na margem, o indicador ainda se encontra distante do nível médio registrado nos dois anos anteriores à grande recessão de 2014-2016, mostrando que a recuperação dos investimentos deve seguir em rota moderada nos próximos meses. Entre os fatores que impedem uma alta mais consistente do indicador estão a persistente incerteza econômica e as dúvidas quanto ao ritmo da economia no primeiro ano do novo governo”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV IBRE.

Com a alta no trimestre, o indicador volta a nível semelhante ao do 2º trimestre de 2018 (116,1 pontos), período anterior à greve dos caminhoneiros. Esse trimestre também registrou o sétimo resultado consecutivo acima dos 100 pontos, nível em que a proporção de empresas prevendo aumentar o volume de investimentos produtivos nos 12 meses seguintes supera a das que projetam reduzir os investimentos.

Entre o terceiro e o quarto trimestre de 2018 houve aumento da proporção de empresas que preveem investir mais, de 28,3% para 30,7%, e também redução da proporção das que preveem investir menos, de 15,3% para 13,3%.

Grau de certeza em relação aos investimentos

Na Sondagem de Investimentos da FGV IBRE, as empresas industriais também são consultadas trimestralmente sobre o grau de certeza quanto à execução do plano de investimentos nos 12 meses seguintes.

No quarto trimestre de 2018, a proporção de empresas certas quanto à execução do plano de investimentos foi de 31,0%, ficando acima da parcela de 25,9% de empresas incertas. O saldo de 5,1 pontos percentuais (p.p.) é o maior desde o primeiro trimestre de 2018 (14,2 p.p.).

No trimestre anterior, o saldo havia sido de -4,4 p.p., com proporções de 27,5% e 31,9%, respectivamente.

(Redação – Investimentos e Notícias)