Intenção de Investimentos da Indústria recua no 3T18

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Destaque Intenção de Investimentos da Indústria recua no 3T18 (Foto: Pexels) Intenção de Investimentos da Indústria recua no 3T18

O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria da Fundação Getulio Vargas recuou 3,1 pontos no terceiro trimestre de 2018 em relação ao trimestre anterior, para 113,0 pontos, o menor nível desde o terceiro trimestre do ano passado (105,1 pontos). O indicador mede a disseminação do ímpeto de investimento entre as empresas industriais, colaborando para antecipar tendências econômicas.

“A redução do ímpeto de investimentos industriais no terceiro trimestre é mais um sinal de perda de fôlego da economia em 2018. Na margem, a evolução deve ser relativizada, porque o efeito da greve dos caminhoneiros não havia sido captada na pesquisa anterior. Mas a contínua elevação das incertezas e o baixo crescimento da economia continuarão contendo uma retomada mais firme dos investimentos até o final deste ano”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV IBRE.

Apesar da segunda queda consecutiva, o Indicador de Intenção de Investimentos se mantém acima dos 100 pontos, nível em que a proporção de empresas prevendo aumentar o volume de investimentos produtivos nos 12 meses seguintes é superior à das que projetam reduzir os investimentos. Esse foi o sétimo resultado seguido que o indicador fica acima ou igual a 100 pontos. 

Entre o segundo e o terceiro trimestres de 2018 houve redução da proporção de empresas que preveem investir mais, de 28,9% para 28,3%, e aumento da proporção das que preveem investir menos, de 12,8% para 15,3%.

Grau de certeza em relação aos investimentos

Na Sondagem de Investimentos da FGV IBRE, as empresas industriais também são consultadas trimestralmente sobre o grau de certeza quanto à execução do plano de investimentos nos 12 meses seguintes.

No terceiro trimestre de 2018, a proporção de empresas certas quanto à execução do plano de investimentos foi de 27,5%, ficando abaixo da parcela de 31,9% de empresas incertas. O saldo de -4,4 pontos percentuais (p.p.) é o menor desde o quarto trimestre de 2016. No trimestre anterior, o saldo havia sido de -0,7 p.p., com proporções de 28,2% e 28,9%, respectivamente. 

O resultado geral da pesquisa reforça o cenário de instabilidade que vinha se desenhando nos trimestres anteriores. Houve redução na intenção de realização de investimentos e aumento da incerteza.

(Redação – Investimentos e Notícias)