Monitor do PIB aponta retração de 0,3% em outubro

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Monitor do PIB aponta retração de 0,3% em outubro (Foto: Pexels) Monitor do PIB aponta retração de 0,3% em outubro

O Monitor do PIB aponta, na série com ajuste sazonal, retração de 0,3% da atividade econômica em outubro, em comparação a setembro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Na variação trimestral móvel (ago-set-out quando comparado ao trimestre mai-jun-jul), entretanto, a economia apresentou crescimento de 1,2%. Na comparação interanual, a atividade econômica apresentou resultados positivos com crescimento de 1,7% no mês e 1,3% no trimestre.

“O fraco desempenho da economia em outubro, frente a setembro reflete o comportamento praticamente estagnado da indústria, dos serviços e do consumo das famílias e, uma queda mais acentuada da formação bruta de capital fixo. Apesar disso, a comparação interanual mostra que há um crescimento consistente desde maio de 2017 de 1,4% ao mês em média, com a única variação negativa sendo em maio de 2018 devido à greve dos caminhoneiros”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Na comparação com o mês imediatamente anterior, na série livre de efeitos sazonais, a atividade econômica retraiu 0,3% em outubro; dos três grandes setores de atividade, apenas a Agropecuária cresceu (3,2%). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a atividade apresentou crescimento de 1,7%, em outubro. Nesta comparação, os destaques, na ótica da oferta, são para o bom desempenho da Agropecuária (12,6%), Transportes (3,4%), Serviços Imobiliários (3,3%) e a Extrativa mineral (3,0%). Apenas três atividades apresentaram retração; são elas: a Construção (-0,6%), os Impostos (-0,4%) e, os Serviços de Informação (-0,2%).

ANÁLISE DESAGREGADA DOS COMPONENTES DA DEMANDA

A análise desagregada dos componentes da demanda foi feita usando a série trimestral interanual por apresentar menor volatilidade do que as taxas mensais e aquelas ajustadas sazonalmente permitindo melhor compreensão da trajetória de seus componentes.

Consumo das famílias

O consumo das famílias apresentou forte crescimento desde maio de 2017 até abril de 2018 sofrendo queda de maio de 2018 até julho quando voltou a se recuperar. Este resultado mostra claramente o impacto da greve dos caminhoneiros. No trimestre móvel findo em outubro, comparativamente ao mesmo trimestre em 2017 verificou-se crescimento de 1,6%. Observa-se que todos os bens de consumo apresentaram resultado positivo, com destaque para o desempenho do consumo de serviços (2,0%) e do consumo de produtos duráveis (5,3%); este último foi impulsionado, principalmente pelo consumo de veículos em geral.

Formação bruta de capital fixo

A formação bruta de capital fixo (FBCF) vem crescendo desde o trimestre móvel findo em outubro de 2017, devido ao forte crescimento do componente de máquinas e equipamentos. No trimestre móvel findo em outubro de 2018 a FBCF cresceu 4,3%, comparativamente ao mesmo trimestre em 2017. Nesta comparação o componente de máquinas e equipamentos nacionais cresceu 8,9%, enquanto os equipamentos importados cresceram 24,7%. Como a análise é realizada na taxa trimestral móvel, nesse trimestre findo em outubro, o resultado ainda é influenciado pelo alto valor de importação das plataformas registrado no trimestre móvel findo em agosto (66,8%).

Exportação

A exportação apresentou crescimento de 4,6% no trimestre móvel findo em outubro, comparativamente ao mesmo trimestre em 2017, continuando sua trajetória ascendente, revertida em maio. O destaque positivo se deve ao desempenho da exportação dos produtos da agropecuária (10,7%) e da extrativa mineral (17,8%). Os produtos industrializados apresentaram crescimento modesto de 0,7%, apesar das significativas retrações registradas na exportação dos bens de consumo não duráveis (-9,2%), semiduráveis (-6,0%) e duráveis (-22,1%).

Importação

A importação apresentou crescimento de 7,2% no trimestre móvel findo em outubro, comparativamente ao mesmo trimestre em 2017. Chama a atenção o desempenho positivo da importação de bens de capital (50,7%), de bens de consumo duráveis (35,9%) e de produtos da extrativa mineral (31,3%), sendo o crescimento deste último componente o maior desde o trimestre findo em outubro de 2013 (34,3%). Os únicos componentes da importação a apresentarem retração neste trimestre foram os bens intermediários (-0,4%) e a importação de serviços (-0,7%).

Valores

Em termos monetários, o PIB acumulado em 2018 até o mês de outubro, em valores correntes, alcançou a cifra estimada em aproximadamente de 5 trilhões, 630 bilhões, 517 milhões de Reais.

(Redação – Investimentos e Notícias)