PMI de serviços do Brasil registra 52,2 pontos em fevereiro

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PMI de serviços do Brasil registra 52,2 pontos em fevereiro (Foto: Pexels) PMI de serviços do Brasil registra 52,2 pontos em fevereiro

Os dados do PMI para fevereiro mostraram uma melhoria adicional nas condições econômicas no setor de serviços do Brasil como um todo. Encorajadas pelo ganho mais acentuado nos volumes de novos negócios em mais de seis anos, as empresas aumentaram a produção de maneira mais significativa e mostraram uma disposição renovada para contratações. A recuperação no nível de empregos foi apenas a segunda nos últimos quatro anos. Além disso, o sentimento em relação aos negócios se fortaleceu e atingiu um recorde de alta de quatro meses. Os indicadores de preços variaram, com um aumento acelerado nos custos de insumos, contrastando com uma redução, de um modo geral, nos preços de venda.

O Índice de Atividade de Negócios do setor de serviços, IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, ficou em 52,2 em fevereiro, indicando uma recuperação modesta no volume de produção. No entanto, ao crescer em relação ao valor de 52,0 observado em janeiro, o valor mais recente indicou a taxa de crescimento mais forte em um ano. Segundo os entrevistados, o aumento na atividade resultou de uma demanda básica mais forte, da confiança no novo governo e da obtenção de clientes adicionais.

O crescimento do volume de novos negócios se acelerou, atingindo o seu ponto mais acentuado desde janeiro de 2013, com desempenhos robustos de vendas sendo evidentes nas categorias de Informação e Comunicação, de Finanças e Seguros e de Serviços Imobiliários e Empresariais. O comércio internacional ajudou pouco, conforme indicado por um aumento fracionário apenas no agregado de novos negócios provenientes do estrangeiro.

Os provedores de serviços criaram novos empregos em fevereiro, sustentados pelas condições positivas de demanda e por projeções otimistas de crescimento. O aumento no número de funcionários foi apenas o segundo registrado nos últimos quatro anos, com uma expansão igualmente modesta sendo observada em outubro de 2018.

O sentimento em relação aos negócios na economia de serviços se fortaleceu na metade do primeiro trimestre, com cerca de 64% das empresas se mostrando otimistas em relação às perspectivas para a produção daqui a doze meses. O grau de otimismo foi elevado para os padrões históricos e o mais alto desde outubro do ano passado. As previsões de que reformas estruturais, investimentos, novas parcerias, ofertas mais amplas de produtos e um cenário político melhor venham levar a um crescimento impulsionaram o grau de otimismo.

O poder de demarcação de preços entre os provedores de serviços permaneceu contido na metade do primeiro trimestre. Após três meses de aumentos fracionários nos preços de vendas, os dados mais recentes mostraram a primeira redução desde maio de 2018. As empresas que ofereceram descontos mencionaram as condições de concorrência e iniciativas de estímulo de vendas como causas.

A queda nos preços cobrados, aliada ao aumento dos custos, fez com que as margens de lucro ficassem pressionadas. Os dados de fevereiro mostraram que a inflação dos preços de insumos atingiu um recorde de alta de três meses e superou a sua média de longo prazo. Houve relatos de custos mais altos para os serviços de infraestrutura, transportes, aluguel, alimentação e mão de obra.

Por fim, as empresas brasileiras de serviços fizeram avanços adicionais em seus pedidos em atraso, com a quantidade de negócios pendentes diminuindo de maneira mais significativa em fevereiro. Os dados sugeriram que a criação de empregos sustentou a conclusão da carga de trabalhos inacabados.

PMI Composto

O crescimento da atividade de negócios no Brasil se acelerou tanto no setor de serviços quanto no setor industrial em fevereiro. Como resultado, o Índice Consolidado de dados de Produção aumentou de 52,3 em janeiro para 52,6, a sua marca mais elevada em um ano.

O aumento mais forte na produção do setor privado foi sustentado por um crescimento mais rápido do volume de novos negócios. As empresas de serviços superaram as do setor industrial no que diz respeito à taxa de expansão em vendas, com a recuperação sendo a mais acentuada em mais de seis anos.

As empresas em todos os dois segmentos criaram novos postos em fevereiro, fazendo com que o nível de empregos no setor privado se expandisse apenas pela segunda vez nos últimos quatro anos. A criação de empregos foi particularmente mais forte no setor de produção de mercadorias.

A inflação de custo de insumos no setor privado como um todo se acelerou atingindo um recorde de alta de três meses e ficou acima da sua média de longo prazo. As taxas de aumento se intensificaram nos setores industrial e de serviços, com este último observando a recuperação mais acentuada pelo segundo mês consecutivo. As tendências para os preços de venda divergiram. Os produtores de mercadorias continuaram a aumentar os seus preços, embora a inflação tenha sido moderada em relação à observada no início do ano.

Por outro lado, os provedores de serviços registraram a primeira redução geral de preços cobrados em nove meses.
O otimismo em relação aos negócios permaneceu robusto. Entre as empresas de serviços, o grau de otimismo atingiu um recorde de alta de quatro meses, enquanto que o sentimento positivo no setor industrial foi o terceiro mais alto na história das séries.

(Redação – Investimentos e Notícias)