PMI industrial do Brasil recua em setembro

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PMI industrial do Brasil recua em setembro (Foto: Pexels) PMI industrial do Brasil recua em setembro

As condições operacionais do setor industrial melhoraram pelo terceiro mês consecutivo em setembro, sustentadas pela alta mais forte de novos pedidos dos últimos cinco meses, segundo dados do Instituto Markit Economics. Em comparação, o crescimento do volume de produção foi o mais baixo desde a queda observada em junho, ao mesmo tempo em que as exportações caíram da maneira mais significativa desde o início de 2017, com as dificuldades em muitos dos mercados emergentes, especialmente na Argentina, prejudicando a demanda. As pressões sobre os preços também se intensificaram, ajudadas pelo fortalecimento do dólar americano, com os indicadores de preços de insumos atingindo seu nível mais alto na história da pesquisa.

O Índice Gerente de Compras™ (PMI®) IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, permaneceu acima da marca de 50,0, indicativa de ausência de mudanças em setembro. No entanto, com o PMI registrando 50,9, abaixo do valor de 51,1 de agosto, a melhoria líquida nas condições operacionais sinalizada pelo índice foi marginal.

O índice básico foi sustentado principalmente pelos níveis crescentes de novos trabalhos recebidos. Os dados mais recentes mostraram o aumento mais forte em cinco meses, embora o crescimento tenha permanecido relativamente modesto. Além disso, os ganhos ficaram concentrados no mercado doméstico, já que as vendas para o exterior caíram pela terceira vez nos últimos cinco meses. Os valores registrados em setembro indicaram que o volume de novos negócios para exportação caiu de maneira significativa desde janeiro de 2017. Houve vários relatos de que as condições desafiadoras nos mercados emergentes, especialmente na Argentina, afetaram de maneira desfavorável os volumes de exportação.

O volume de produção continuou a aumentar em setembro, embora o nível de crescimento tenha novamente sido marginal e o mais baixo na atual sequência de três meses de expansão. Apesar disso, os fabricantes alcançaram níveis suficientes de produção para concluir as cargas de trabalho existentes, conforme indicado por um declínio adicional significativo nos pedidos em atraso.

Os níveis de pessoal também foram reduzidos marginalmente em setembro, o segundo mês consecutivo em que foi registrada uma queda. As empresas que cortaram empregos indicaram preocupações com os custos, especialmente num momento em que os preços estavam aumentando acentuadamente. De fato, a análise de setembro mostrou o aumento líquido mais forte nos preços de insumos registrado pela pesquisa desde o início de coleta de dados em fevereiro de 2006. A inflação foi irrefutavelmente vinculada ao fortalecimento do dólar americano e ao resultante movimento cambial desfavorável em relação ao real.

Como resposta, as empresas aumentaram seus preços a um grau bem elevado. Os preços dos produtos aumentaram pela segunda taxa mais alta na história da pesquisa (excedida apenas pela de fevereiro de 2016).

Ao mesmo tempo, a atividade de compras mudou pouco no período mais recente da pesquisa, enquanto que os estoques tanto de insumos quanto de produtos acabados permaneceram basicamente inalterados. Os prazos médios para a entrega de insumos alongaram-se ainda mais, embora da maneira menos significativa em oito meses.

Por fim, o grau de otimismo em relação ao futuro melhorou e atingiu em setembro o seu nível mais alto desde março de 2018. Entre os 71% de entrevistados que antecipam um crescimento, vários esperam se beneficiar de uma demanda mais sólida e de vendas mais elevadas.

(Redação – Investimentos e Notícias)