Saldo das operações de crédito alcançou R$3,3 trilhões

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Saldo das operações de crédito alcançou R$3,3 trilhões (Foto: Pexels) Saldo das operações de crédito alcançou R$3,3 trilhões

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro nacional (SFN) alcançou R$3,3 trilhões em março, com expansão de 0,7% no mês, segundo dados do Banco Central (BC). O saldo destinado a pessoas jurídicas cresceu 0,8%, somando R$1,4 trilhão, enquanto a carteira de pessoas físicas aumentou 0,6%, totalizando R$1,8 trilhão. No primeiro trimestre do ano, o saldo de crédito cresceu 0,3%. Nos últimos doze meses, houve expansão de 5,7%, 9,2% no crédito às famílias e 1,6% no crédito às empresas.

As operações de crédito com recursos livres a pessoas físicas alcançaram saldo de R$971 bilhões (aumentos de 0,9% no mês e de 12,6% em doze meses). No mês, destacaram-se as operações de crédito pessoal (consignado e não consignado) e os financiamentos de veículos. Nas operações com recursos direcionados, o crédito às famílias cresceu 0,4% no mês e 5,5% em doze meses, alcançando R$857 bilhões, destacando-se os financiamentos imobiliários com taxas reguladas.

O crédito livre para pessoas jurídicas atingiu R$807 bilhões (+1,9% no mês e + 10,3% em doze meses). As modalidades que mais se destacaram foram o desconto de duplicatas e recebíveis, a antecipação de faturas de cartão, a aquisição de veículos e os adiantamentos sobre contratos de câmbio. O crédito às empresas com recursos direcionados se manteve em declínio: 0,5% no mês e 7,7% em doze meses, totalizando R$633 bilhões.

As concessões de crédito somaram R$319 bilhões em março (+4,4% no mês). No acumulado do ano, comparativamente ao mesmo período do ano anterior, houve crescimento de 9,9% (+10,3% para pessoas físicas e +9,5% para pessoas jurídicas). Considerando-se a série dessazonalizada, as concessões totais cresceram 0,6% no mês (+4,4% no crédito às famílias e -1,8% no crédito às empresas). 

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), média do custo de toda a carteira do SFN, situou-se em 21% a.a. em março, com reduções de 0,1 p.p. no mês e de 0,5 p.p. em doze meses. No crédito livre não rotativo, o ICC recuou 0,1 p.p. no mês, situando-se em 29%. O spread geral do ICC situou-se em 14,3 p.p. (-0,1 p.p. no mês e -0,1 p.p. em doze meses).

A taxa média de juros das operações contratadas em março alcançou 25,3% a.a., registrando aumento de 0,3 p.p. no mês e redução de 0,8 p.p. na comparação interanual. A elevação mensal refletiu o aumento nas operações livres a pessoas físicas de 0,6 p.p., cuja taxa média de juros atingiu 53,7% a.a., com aumentos em cheque especial (4,8 p.p.), crédito pessoal não consignado (1,2 p.p.), cartão de crédito rotativo (4 p.p.) e cartão de crédito parcelado (7,9 p.p.). No crédito livre a empresas, a taxa média das concessões permaneceu estável em 19,8% a.a.

Excluindo-se as operações rotativas, a taxa de juros do crédito livre situou-se em 29,4% a.a., com variações de +0,1 p.p. no mês e -0,6 p.p. em doze meses.

O spread bancário médio referente às concessões totais do mês atingiu 19,2 p.p., com aumento mensal de 0,2 p.p. e queda de 0,7 p.p. na comparação interanual.

Agregados monetários

A base monetária alcançou R$286,7 bilhões em março, com redução de 1,2% no mês e expansão de 4,2% em doze meses, refletindo, na evolução mensal, a queda de 1,9% no papel moeda emitido e o aumento de 2,4% em reservas bancárias. Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, as operações com títulos públicos federais exerceram impacto contracionista de R$38,3 bilhões, com vendas líquidas de R$36,6 bilhões no mercado secundário e colocações líquidas de R$1,7 bilhão no mercado primário. Em contrapartida, foram expansionistas as operações do setor externo (R$12,6 bilhões), que refletem, especialmente, a recompra de divisas no mercado interbancário a termo, os ajustes nas operações com derivativos (R$12 bilhões) e as operações do Tesouro Nacional (R$10,2 bilhões).

Os meios de pagamento restritos (M1) alcançaram R$371,6 bilhões em março, queda de 0,4% no mês, destacando-se a redução de 0,5% no estoque do papel moeda em poder do público. O M2 situou-se em R$2,8 trilhões, com expansão mensal de 1,2%, resultado que refletiu os crescimentos de 1,8% nos títulos privados, saldo de R$1,6 trilhão, e de 0,6% nos depósitos de poupança, que somaram R$796,2 bilhões. No mês, ocorreram captações líquidas de R$14,7 bilhões nos depósitos a prazo e de R$1,9 bilhão na poupança. O M3 permaneceu estável no mês em R$6,3 trilhões. O M4 elevou-se 0,6% no mês e 7,4% nos últimos doze meses, totalizando R$6,8 trilhões, com crescimento de 8,9% no estoque de títulos federais adquiridos em operações definitivas pelo público não financeiro.

(Redação – Investimentos e Notícias)