Saldo das operações de crédito cresce em fevereiro

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Saldo das operações de crédito cresce em fevereiro (Foto: Pexels) Saldo das operações de crédito cresce em fevereiro

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro nacional (SFN) totalizou R$3,2 trilhões em fevereiro, aumentando 0,3% no mês, segundo dados do Banco Central (BC). As operações com pessoas físicas, saldo de R$1,8 trilhão, cresceram 0,4%, enquanto a carteira de pessoas jurídicas variou 0,1%, totalizando R$1,4 trilhão. Na comparação em doze meses, a carteira total de crédito do SFN cresceu 5,5%, composta por expansões de 9% no crédito para famílias e de 1,4% para empresas.

Nas operações com pessoas físicas, a carteira livre alcançou R$962 bilhões (crescimento de 0,4% no mês e de 12,2% em doze meses). No mês, destacaram-se as modalidades crédito pessoal e financiamentos de veículos. O saldo do crédito direcionado para famílias cresceu 0,5% no mês e 5,6% em doze meses, alcançando R$853 bilhões, com ênfase no crédito imobiliário com taxas reguladas.

O crédito livre para pessoas jurídicas atingiu R$791 bilhões, com crescimento de 0,6% no mês e de 10,6% em doze meses. Destacaram-se expansões em aquisição de veículos, antecipação de faturas de cartão e operações do comércio exterior (adiantamentos sobre contratos de câmbio e financiamentos a exportações). O crédito às empresas com recursos direcionados contraiu 0,6% no mês e 8% em doze meses, totalizando R$636 bilhões.

As concessões de crédito somaram R$304 bilhões em fevereiro, permanecendo estáveis no mês, com expansão das contratações com empresas, 4,2%, e retração às famílias, -2,9%. Em fevereiro, houve dois dias úteis a menos que em janeiro. No acumulado do ano, comparando com o mesmo período do ano anterior, as concessões totais cresceram 12,3%, sendo 12,9% para pessoas jurídicas e 11,9% para pessoas físicas. Utilizando-se a série dessazonalizada, as concessões totais cresceram 0,6% no mês, com expansão de 1,7% nas contratações com empresas e contração de 0,2% com famílias. 

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), média do custo de toda a carteira do SFN, atingiu 21,1% a.a. em fevereiro, com aumento de 0,2 p.p. no mês e diminuição de 0,6 p.p. em doze meses, repercutindo, na variação mensal, a elevação nas operações de crédito livre, 0,4 p.p., para 32,5%. No crédito livre não rotativo, o ICC permaneceu estável em 29,1%. O spread geral do ICC alcançou 14,4 p.p., elevação de 0,3 p.p. no mês e redução de 0,1 p.p. em doze meses.

A taxa média de juros das contratações em fevereiro alcançou 25% a.a., o que representou elevação de 0,3 p.p. no mês e redução de -1,8 p.p. em doze meses. A elevação mensal refletiu aumento no custo das operações livres com pessoas físicas, 1,9 p.p., atingindo 53,2% a.a., com aumentos nas modalidades cheque especial (2,3 p.p.), crédito não consignado (6,1 p.p.), cartão rotativo (8,6 p.p.) e parcelado (7,4 p.p.). No crédito livre a empresas, a taxa de juros das contratações reduziu-se em 0,7 p.p. no mês, alcançando 19,7% a.a., destacando-se a redução nas operações de capital de giro, 0,8 p.p.

A taxa de juros do crédito livre, excluindo-se as operações rotativas, situou-se em 29,3%, com aumento de 0,5 p.p. no mês e redução de 1,4 p.p. em doze meses.

O spread bancário referente às contratações totais do mês atingiu 19 p.p., o que representou ampliação de 0,4 p.p. no mês, enquanto houve declínio de 1,4 p.p. na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Agregados monetários

A base monetária alcançou R$290,1 bilhões em fevereiro, aumento de 4% no mês (e de 9,7% em doze meses), refletindo elevação de 30,1% nas reservas bancárias, enquanto o saldo do papel moeda emitido permaneceu praticamente estável, variação de -0,1% no mês. Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, destacaram-se os impactos expansionistas das operações com títulos públicos federais (R$10,3 bilhões, com compras líquidas de R$43,9 bilhões no mercado secundário e colocações líquidas de R$33,6 bilhões no mercado primário), dos depósitos de instituições financeiras, compreendendo as variações nos saldos de recolhimentos compulsórios (R$8,9 bilhões) e das operações do setor externo (R$6,1 bilhões), que refletem, especialmente, a recompra de divisas no mercado interbancário a termo. Em contrapartida aos fatores expansionistas, as operações do Tesouro Nacional provocaram contração de R$13,6 bilhões na base monetária em fevereiro.

Os meios de pagamento restritos (M1) totalizaram R$372,4 bilhões em fevereiro, crescimento de 0,8% no mês, acompanhando o saldo de depósitos à vista, 2,7%, enquanto o estoque do papel moeda em poder do público reduziu-se 0,8% no mês. O M2 totalizou R$2,8 trilhões, com expansão mensal de 0,3%. Esse resultado refletiu os crescimentos do M1 e de 0,4% nos títulos privados (saldo de R$1,6 trilhão). O saldo dos depósitos de poupança recuou 0,2%, para R$791,3 bilhões. No mês, ocorreram resgates líquidos de R$4,5 bilhões nos depósitos de poupança e captações líquidas de R$14,1 bilhões nos depósitos a prazo. O M3 cresceu 0,3%, situando-se em R$6,3 trilhões, com elevação de 0,5% nas quotas de fundos monetários (saldo de R$3,3 trilhões). O M4 aumentou 0,5% no mês e 8,2% nos últimos doze meses, totalizando R$6,7 trilhões, com crescimento de 4% no estoque de títulos federais adquiridos em operações definitivas pelo público não financeiro.

(Redação – Investimentos e Notícias)