Selic deve ser mantida, diz Assessoria Econômica da ABBC

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Selic deve ser mantida, diz Assessoria Econômica da ABBC Foto: Divulgação Selic deve ser mantida, diz Assessoria Econômica da ABBC

O Banco Central deve manter a taxa Selic na próxima quarta-feira (20). De acordo com o Superintendente da Assessoria Econômica da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), Everton Pinheiro de Souza Gonçalves não há sinais inequívocos de excesso de demanda e de alteração significativa no balanço de riscos de inflação, por isso essa deve ser a opção mais adequada do BC.

"Como a última decisão do Copom produziu ruídos, ao oferecer a oportunidade para que parte dos analistas interpretasse que a evolução da taxa de câmbio nominal comporia a função reação da política monetária, é importante que o Banco Central ratifique que não há relação automática entre as políticas cambial e monetária. Porém, para as próximas reuniões deverão ser monitorados os impactos secundários da variação da taxa de câmbio ou, mais especificadamente, do seu repasse nos preços. A elevação dos prêmios de risco, agravada pelo conturbado cenário político, desfavorece as decisões de investimentos e consumo e mitiga as possibilidades de pressão pelo lado da demanda. O risco maior advém da provável intensificação da volatilidade, por causa das incertezas originadas pelas perspectivas oferecidas pelo cenário eleitoral e pelo ritmo do processo de normalização monetária nos EUA", explica Gonçalves.

Sobre a inflação, o recente choque externo, que levou à rápida depreciação do real frente ao dólar e o movimento dos caminhoneiros elevaram pontualmente o nível geral dos preços correntes. A inflação pelo IPCA acelerou-se de 0,22% em abril para 0,40% em maio, tendência que deve persistir em junho.

"As medidas dos núcleos de inflação e dos serviços subjacentes, que são mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, devem se manter em níveis confortáveis. Assim, são boas as chances de que os efeitos desses eventos sejam dissipados no médio prazo. A inflação ainda encontra-se abaixo do piso da meta para o ano (2,86% a.a.) e as expectativas inflacionárias para este ano e para 2019 estão abaixo das metas. Segundo o Boletim Focus, a inflação esperada para 2018 é de 3,88% e para 2019 é de 4,10%".

(Redação - Investimentos e Notícias)