Setor de serviços cresce 0,6% em janeiro

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Setor de serviços cresce 0,6% em janeiro (Foto: Pexels) Setor de serviços cresce 0,6% em janeiro

Em janeiro de 2020, o setor de serviços no Brasil mostrou expansão de 0,6% frente a dezembro de 2019, na série com ajuste sazonal, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na série sem ajuste sazonal, em relação a janeiro de 2019, o volume de serviços avançou 1,8% em janeiro de 2020, alcançando sua quinta taxa positiva consecutiva. No acumulado nos últimos 12 meses, ao avançar 1,0% em janeiro de 2020, repetiu-se o resultado de dezembro último e manteve-se a trajetória ascendente iniciada em setembro de 2019 (0,7%).

A expansão de 0,6% do volume de serviços, na passagem de dezembro de 2019 para janeiro de 2020, foi acompanhada por quatro das cinco atividades investigadas, com destaque para o setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que avançou 2,8%, recuperando a perda (-2,8%) acumulada nos dois últimos meses de 2019.

Os demais avanços vieram dos setores de outros serviços (1,2%), que acumulou ganho de 7,6% entre setembro de 2019 e janeiro de 2020; de serviços prestados às famílias (0,7%), que recuperou parte da perda de 2,1% verificada entre novembro e dezembro; e de serviços profissionais, administrativos e complementares (0,1%), que não conseguiu reverter a queda de dezembro de 2019 (-1,8%).

Em sentido oposto, o único o resultado negativo veio de serviços de informação e comunicação: -0,9%, eliminando, assim, o acréscimo de 0,3% verificado no mês anterior.
Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o volume de serviços apontou estabilidade (0,0%) no trimestre encerrado em janeiro de 2020 frente ao nível do mês anterior, repetindo o resultado do mês de dezembro de 2019 (0,0%). O ramo de outros serviços (2,2%) assinalou a única alta no período, mantendo os ganhos de ritmo frente a novembro (1,0%) e dezembro (1,8%).

Por outro lado, três atividades recuaram no trimestre encerrado em janeiro de 2020. Os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,6%) e os prestados às famílias (-0,5%) emplacaram a segunda taxa negativa seguida. Já os de informação e comunicação (-0,4%), interromperam o comportamento positivo verificado desde maio de 2019.

Ainda na comparação por trimestre móvel, o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,0%) assinalou estabilidade após apontar decréscimo em dezembro de 2019 (-0,4%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços avançou 1,8% em janeiro de 2020, com expansão em todas as cinco atividades e em 50,6% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre as atividades, os ramos de outros serviços (10,0%) e de serviços de informação e comunicação (2,0%) exerceram as contribuições positivas mais relevantes em janeiro de 2020, impulsionados, em grande medida, pelo aumento na receita das empresas de serviços financeiros auxiliares, no primeiro ramo; e de serviços de TI, de TV aberta e de edição e impressão de livros didáticos, no último setor.

Os demais avanços vieram de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,9%), de serviços profissionais, administrativos e complementares (0,9%) e de serviços prestados às famílias (0,3%).

Regiões 

Regionalmente, 16 das 27 unidades da federação assinalaram expansão no volume de serviços em janeiro de 2020, em relação ao mês imediatamente anterior, acompanhando o avanço (0,6%) observado no Brasil na série ajustada sazonalmente. Os destaques positivos foram Distrito Federal (7,4%), Mato Grosso (14,1%), Minas Gerais (2,2%) e Pernambuco (6,7%). Já os principais resultados negativos vieram de São Paulo (-0,3%), do Rio Grande do Sul (-1,6%) e do Rio de Janeiro (-0,4%).

Na comparação com janeiro de 2019, o avanço do volume de serviços no Brasil (1,8%) foi acompanhado por apenas 11 das 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com São Paulo (3,3%), seguido por Rio de Janeiro (3,3%), Distrito Federal (5,0%) e Amazonas (10,5%). Já as influências negativas mais importantes vieram do Rio Grande do Sul (-3,5%), da Bahia (-3,6%) e do Mato Grosso (-5,8%).

(Redação – Investimentos e Notícias)