Setor industrial brasileiro continua a se fortalecer

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Setor industrial brasileiro continua a se fortalecer (Foto: Pexels) Setor industrial brasileiro continua a se fortalecer

O setor industrial brasileiro continuou a se fortalecer, com as melhorias nas condições operacionais igualando o seu ritmo mais rápido em vinte e dois meses. Após um retorno ao crescimento em agosto, o volume de produção cresceu pela taxa mais rápida em um ano e meio, com as empresas respondendo a uma aceleração semelhante nos fluxos de pedidos. Esses desenvolvimentos sustentaram aumentos sólidos nas quantidades de compras e no nível de empregos, ao mesmo tempo em que o sentimento em relação aos negócios permaneceu elevado pelos padrões históricos.

Ao atingir 53,4 em setembro, o Índice Gerente de Compras™ (PMI®) IHS da Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, destacou uma melhoria na saúde do setor pelo segundo mês consecutivo. Além disso, ao crescer em relação ao valor de 52,5 registrado em agosto, o PMI igualou a sua marca mais alta desde novembro de 2017.

Tanto a quantidade de novos pedidos quanto o volume de produção cresceram pelas taxas mais rápidas em um ano e meio no final do terceiro trimestre, com expansões sendo observadas em todas as três áreas principais do setor industrial. As evidências destacaram uma demanda básica mais forte, a conquista de novos clientes e a oferta de novos produtos como as principais razões para o aumento das vendas.

Os dados sugeriram que a recuperação nos registros de pedidos se concentrou no mercado doméstico, com o volume agregado de exportações baixando em setembro. Segundo os entrevistados, um clima desafiador para exportações e problemas na Argentina contiveram as vendas internacionais.

Estimulados pelo influxo mais forte de novos trabalhos, os fabricantes brasileiros se dispuseram a gastar mais em setembro, como ficou destacado pelos aumentos consecutivos na compra de insumos e no nível de empregos. Este último cresceu da maneira mais significativa em sete meses, o que os entrevistados atribuíram a projeções otimistas de crescimento e ao fortalecimento da demanda. A quantidade de compras se expandiu a um ritmo mais brando do que em agosto, mas que foi sólido mesmo assim.

A recuperação na compra de insumos foi suficiente para elevar os estoques de compras das empresas, embora aqui também tenha ficado evidente uma desaceleração. Por outro lado, os estoques de produtos acabados declinaram pela primeira vez desde janeiro. Os entrevistados atribuíram a redução ao cumprimento de pedidos através de reservas de mercadorias.

A inflação de preços de insumos aumentou, em meio a relatos de enfraquecimento cambial (em relação ao dólar americano). A taxa de crescimento nas cargas de custos foi acentuada e a mais rápida em três meses.

Os produtores de mercadorias procuraram compartilhar aumentos adicionais nos custos de insumos com seus clientes, aumentando seus preços novamente no final do terceiro trimestre. Embora tenha sido moderada, a taxa de inflação de preços cobrados atingiu um recorde de alta de três meses.

As empresas permaneceram otimistas em relação às perspectivas de crescimento, com previsões de condições econômicas melhores, políticas públicas favoráveis, demanda mais forte e inovações sustentando o grau de sentimento positivo. O nível consolidado de otimismo foi elevado no contexto dos dados históricos para a pesquisa, apesar de ter caído um pouco em relação a agosto.

(Redação – Investimentos e Notícias)