Setor público registra déficit primário de R$909 mi

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Setor público registra déficit primário de R$909 mi (Foto: Divulgação) Setor público registra déficit primário de R$909 mi

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$909 milhões em novembro, segundo dados do Banco Central (BC). O Governo Central e os governos regionais apresentaram, na ordem, déficit de R$366 milhões e R$787 milhões, e as empresas estatais, superávit de R$245 milhões.

No ano, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$78,3 bilhões, ante déficit de R$85,1 bilhões no mesmo período de 2016. No acumulado em doze meses até novembro, registrou-se déficit primário de R$149 bilhões (2,29% do PIB), 0,59 p.p. do PIB inferior ao déficit registrado em outubro.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$29,1 bilhões em novembro, comparativamente a R$35,3 bilhões em outubro. Contribuíram para essa redução o menor número de dias úteis no mês e o ganho de R$1,2 bilhão em operações de swap cambial, ante perda de R$1,8 bilhão em outubro. No acumulado no ano, os juros nominais somaram R$367,5 bilhões, comparativamente a R$372,5 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em doze meses, os juros nominais alcançaram R$402 bilhões (6,17% do PIB), reduzindo-se 0,20 p.p. do PIB em relação ao valor registrado em outubro.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$30 bilhões em novembro. No ano, o déficit nominal totalizou R$445,8 bilhões, comparativamente a déficit de R$457,6 bilhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$551 bilhões (8,45% do PIB), reduzindo-se 0,80 p.p. do PIB em relação ao déficit do mês anterior.

O resultado nominal deficitário de novembro foi financiado mediante expansões de R$16,5 bilhões da dívida mobiliária, de R$10,9 bilhões das demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária, e de R$9,6 bilhões da dívida bancária líquida, contrabalançadas, parcialmente, pela redução de R$7 bilhões no financiamento externo líquido.

(Redação - Investimentos e Notícias)