Setor público registrou déficit de R$20,9 bi em fevereiro

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Setor público registrou déficit de R$20,9 bi em fevereiro (Foto: Pexels) Setor público registrou déficit de R$20,9 bi em fevereiro

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$20,9 bilhões em fevereiro, segundo dados do Banco Central (BC). No Governo Central houve déficit de R$26,9 bilhões, e nos governos regionais e nas empresas estatais, superávits de R$5,2 bilhões e R$743 milhões, respectivamente. No acumulado nos dois primeiros meses do ano, o resultado primário foi superavitário em R$35,4 bilhões, ante resultado superavitário de R$32 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$28,5 bilhões em fevereiro, comparativamente a R$30,1 bilhões no mesmo mês de 2019. No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$382 bilhões (5,21% do PIB), comparativamente a R$373,4 bilhões (5,38% do PIB) no acumulado até fevereiro do ano anterior.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$49,4 bilhões em fevereiro. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$440,4 bilhões (6,00% do PIB), elevando-se 0,03 p.p. do PIB em relação ao déficit acumulado até janeiro.

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

A DLSP alcançou R$3.923,1 bilhões (53,5% do PIB) em fevereiro, redução de 0,6 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Esse resultado refletiu, em especial, o impacto da desvalorização cambial de 5,4% no mês (redução de 0,9 p.p. do PIB), o efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,3 p.p.), o déficit primário (aumento de 0,3 p.p.) e os juros nominais apropriados (aumento de 0,4 p.p.). No ano, a relação DLSP/PIB reduziu-se 2,2 p.p., evolução decorrente, sobretudo, da desvalorização cambial acumulada de 11,6% (redução de 1,8 p.p.), do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,6 p.p.), do superávit primário acumulado (redução de 0,5 p.p.), e dos juros nominais apropriados (aumento de 0,9 p.p.).

A DBGG – que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – alcançou R$5.611,0 bilhões em fevereiro, equivalente a 76,5% do PIB, aumentando 0,4 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Contribuíram para essa evolução as emissões líquidas de dívida bruta (aumento de 0,3 p.p.), a incorporação de juros nominais (aumento de 0,3 p.p.), o impacto da desvalorização cambial (aumento de 0,3 p.p.), e o efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,4 p.p.). No ano, o aumento de 0,7 p.p. na relação DBGG/PIB decorre, em especial, da incorporação de juros nominais (aumento de 0,8 p.p.), da desvalorização cambial acumulada (aumento de 0,5 p.p.), das emissões líquidas de dívida (aumento de 0,2 p.p.) e do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,8 p.p.).

(Redação – Investimentos e Notícias)