Setor público tem déficit de R$2,8 bilhões em julho, mostra BC

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Setor público tem déficit de R$2,8 bilhões em julho, mostra BC (Foto:Divulgação) Setor público tem déficit de R$2,8 bilhões em julho, mostra BC

O Banco Central (BC) divulgou nesta sexta-feira, 30, que o setor público consolidado registrou déficit primário de R$2,8 bilhões em julho, comparativamente a déficit de R$3,4 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Com isso, o Governo Central e os governos regionais registraram, na ordem, déficits de R$1,4 bilhão e R$1,9 bilhão, e as empresas estatais, superávit de R$558 milhões. 

De acordo com o BC, os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$27,5 bilhões em julho, comparativamente a R$25,8 bilhões no mesmo mês de 2018. Contribuiu para esse aumento o resultado menos favorável das operações de swap cambial no período (ganho de R$8,6 bilhões em julho de 2018 e de R$3,9 bilhões em julho deste ano). No acumulado em 12 meses, os juros nominais atingiram R$359,1 bilhões (5,12% do PIB), ante R$394,5 bilhões (5,89% do PIB) no período equivalente encerrado em julho do ano anterior.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$30,3 bilhões em julho. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$458,0 bilhões (6,53% do PIB), reduzindo-se 0,01 p.p. do PIB em relação ao déficit acumulado nos 12 meses terminados em junho de 2019.

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

A DLSP alcançou R$3.913,7 bilhões em julho, 55,8% do PIB, elevando-se 0,6 p.p. em relação ao mês anterior. Esse resultado refletiu, sobretudo, a incorporação de juros nominais (aumento de 0,4 p.p.), o efeito da valorização cambial de 1,8% no mês (aumento de 0,3 p.p.) e o crescimento do PIB nominal (redução de 0,2 p.p.). No ano, a relação DLSP/PIB aumentou 1,6 p.p., influenciada pela incorporação de juros nominais (aumento de 3,0 p.p.), pelo efeito da valorização cambial de 2,8% acumulada no ano (aumento de 0,5 p.p.), pelo déficit primário (aumento de 0,1 p.p.), pelo ajuste de paridade da cesta de moedas que integram a dívida externa líquida (redução de 0,4 p.p.) e pelo crescimento do PIB nominal (redução de 1,5 p.p.).

A DBGG – que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – alcançou R$5.441,0 bilhões em julho, equivalente a 79,0% do PIB, elevando-se 0,3 p.p. relação ao mês anterior. Contribuíram para essa evolução a incorporação de juros nominais (aumento de 0,5 p.p.), as emissões líquidas de dívida do governo geral (aumento de 0,2 p.p.), o ajuste decorrente da valorização cambial (redução de 0,1 p.p.) e o crescimento do PIB nominal (redução de 0,3 p.p.). No ano, houve crescimento de 1,8 p.p. na relação DBGG/PIB, decorrente, em especial, da incorporação de juros (aumento de 3,5 p.p.), de emissões líquidas de dívida (aumento de 0,5 p.p.), do ajuste decorrente da valorização cambial (redução de 0,1 p.p.) e do crescimento do PIB nominal (redução de 2,1 p.p.). 

(Redação – Investimentos e Notícias)