Manutenção da taxa Selic era esperada, mas inflação ainda preocupa, avalia FecomercioSP

Pela quinta vez consecutiva, o Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros no atual patamar, de 14,25% ao ano. Na análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), um conjunto de equívocos de política econômica colocou o País em uma verdadeira encruzilhada. Apesar da retração acentuada da atividade, a inflação segue elevada mesmo com o crédito em queda e os juros altos. Isso porque, sem um efetivo ajuste fiscal, a capacidade da política monetária de conter a alta de preços é cada vez mais limitada. Além disso, novas altas da taxa básica tenderiam a agravar o quadro fiscal, acelerando o crescimento da dívida pública.

Aumento da Selic vai agravar a recessão, diz presidente da ACSP

Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), vê com preocupação a possibilidade de aumento de juros após a próxima reunião do Copom, que tem início nesta terça-feira (19/1).

Copom se reúne para decidir sobre a taxa básica de juros

Começa, na tarde de hoje, a sexta reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A segunda parte da reunião do comitê, formado pelos diretores e presidente do BC, será realizada amanhã (2). Após a reunião de amanhã, o Copom anunciará a decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic.

Abimaq espera bom senso em reunião do Copom

As vésperas da reunião do Copom - Comitê de Política Monetária do Banco Central, a Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos vem a público se posicionar no sentido de pedir cautela e bom senso aos membros do Copom. “O governo tem uma boa oportunidade para rever a política de juros e começar a dar fôlego ao setor produtivo”, explica José Velloso, presidente executivo da entidade.

Aumento da Selic freia consumo das famílias e reduz crescimento, diz CNDL

O aumento da taxa Selic (taxa básica de juros) em 0,5% ponto percentual, passando de 13,75% para 14,25 ao ano, segundo decisão tomada nesta quarta-feira (29) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, irá frear ainda mais o consumo das famílias e crescimento da economia brasileira, afirmou o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Honório Pinheiro.

Aumento de juros é remédio que se transforma em veneno, diz presidente do Sinditêxtil-SP

O presidente do Sinditêxtil-SP (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo), Alfredo Bonduki, acredita que os juros altos mostram-se inúteis como mecanismo para combate à inflação. “Esta já seria uma razão mais do que suficiente para se reduzir a Selic. Com crise econômica, mantê-la nos patamares atuais é algo impensável”, salienta, demonstrando sua preocupação com a manutenção ou novo aumento da taxa básica pelo Copom.

Aumento da Selic é um mal necessário, diz economista

Crédito mais caro e menos acessível, economia em queda, maior risco de desemprego e endividamento das famílias. Esse é o cenário traçado em momento de aumento da taxa básica de juros, a Selic. Mas, o aumento dos juros é considerado um “mal necessário” por economistas e pelo Banco Central (BC) para conter a alta dos preços, que influencia a renda dos trabalhadores.

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