Varejo de material de construção cria 185 empregos em abril

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Varejo de material de construção cria 185 empregos em abril (Foto: Pexels) Varejo de material de construção cria 185 empregos em abril

Os dados do mercado de trabalho formal do comércio varejista de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) se mostraram mais favoráveis em abril, segundo estudo realizado pelo Departamento de Economia e Pesquisa do Sincomavi (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Maquinismos Ferragens, Tintas, Louças e Vidros da Grande São Paulo). 

O balanço desse mês registra um saldo positivo de 185 empregos, resultado de 2.387 admissões e 2.202 desligamentos. Apenas para efeito de comparação, em março passado 163 vagas foram cortadas e, em abril de 2017, havia sido computado um saldo positivo de 71 postos de trabalho.

Dentre os municípios que compõem a RMSP, a capital e Guarulhos obtiveram os desempenhos mais significativos em abril, com a criação de 105 e 42 vagas, respectivamente. Em doze meses, de maio de 2017 a abril de 2018, o município de São Paulo liderou também as perdas, com -396 postos de trabalho. Já Suzano se destaca no mesmo período pela geração de 182 empregos.

Em abril, o saldo positivo geral foi puxado para cima pelo varejo de ferragens, madeira e materiais de construção (+202 vagas). Apenas o comércio de vidros (vidraçarias) teve mais desligamentos que admissões no período: -42 vagas.

Para o economista Jaime Vasconcellos, após uma estabilidade no primeiro trimestre, o mercado de trabalho do varejo de materiais de construção da RMSP conquistou seu primeiro bom saldo positivo. “Foram 185 empregos a mais em abril, um aumento de mais de 160% em relação ao desempenho registrado do mesmo mês do ano passado”, ressalta. E complementa: “O mercado de trabalho passa realmente por um processo de estabilização e início de reação. É um resultado esperado em geral para a economia, ainda mais com os impactos, ainda que prematuros, de um consumo menos fragilizado e investimentos já possíveis, nem que pontuais e tímidos”. Neste sentido, inflação baixa e juros em queda são balizadores do processo de ganhos de confiança de consumidores e empresários.