Vendas do varejo mineiro apresentam alta de 1,5% em outubro

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Vendas do varejo mineiro apresentam alta de 1,5% em outubro Foto: Divulgação

No mês em que o comércio nacional recuou 0,4% na passagem de setembro para outubro, as vendas do varejo de Minas Gerais apresentaram resultado positivo. De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada hoje, pelo IBGE, o setor registrou crescimento de 1,5% no mesmo período, atrás apenas de Roraima (2,8%), na comparação entre os estados. No varejo ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, a expansão também foi a segunda maior (1,4%). Frente a outubro de 2017, o comércio mineiro subiu 1,9% e 4,4%, respectivamente.

 

O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, avalia que o desempenho acima da média pode ser reflexo de alguns bons indicadores de Minas, em relação ao Brasil: o estado apresenta taxa de desemprego menor, e a inflação acumulada em 12 meses, até outubro, também foi menos intensa (4,34% contra 4,56%), além da taxa de juros em queda. 'Isso garantiu crescimentos mais expressivos nas principais atividades do comércio, em especial o segmento de hipermercados e supermercados, que tem participação importante nas receitas do setor. Neste caso, o aumento, em Minas, foi de 13%, frente a outubro de 2017, enquanto, no Brasil, de somente 2,2%', esclarece.

Outros exemplos de grupos que também tiveram resultado acima da média nacional são tecidos, vestuário e calçados; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria; e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação. Já no acumulado do ano até outubro, o comércio mineiro conta com incremento de 0,9%. Em 12 meses, de 2,6%.

Em termos nacionais, a redução de 0,4% apontada pelo IBGE, o segundo recuo consecutivo na PMC, está ligado à recuperação ainda lenta da economia e, principalmente, ao comportamento do consumidor de adiar as compras para novembro, em função do evento da Black Friday. 'Em alguma medida, pode ter ocorrido uma postergação do consumo por parte das famílias para o mês de novembro, visando ao aproveitamento dos descontos oferecidos na ação promocional. Nas demais bases comparativas, houve crescimento', explica Almeida. As altas foram de 1,9%, em relação a outubro de 2017, de 2,2%, no acumulado do ano, e de 2,7% em 12 meses. No varejo ampliado, percebeu-se a mesma perspectiva, com queda apenas na comparação de outubro em relação a setembro.

(Redação - Investimentos e Notícias)