Vendas no varejo recuam em abril

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Destaque Vendas no varejo recuam em abril (Foto: Pexels) Vendas no varejo recuam em abril

Em abril de 2019, o volume de vendas do varejo recuou 0,6%, frente a março, na série com ajuste sazonal, após ficar estável em março (0,1%) e fevereiro (-0,1%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média móvel trimestral variou -0,2%, eliminando o aumento registrado em março (0,2%).

Frente a março de 2018, o comércio varejista avançou 1,7%, após recuo de 4,4% em março. O acumulado no primeiro quadrimestre foi 0,6%. O acumulado nos últimos 12 meses (1,4%) manteve-se estável em relação a março (1,3%).

Na série com ajuste sazonal do comércio varejista, cinco das oito atividades pesquisadas mostraram taxas negativas. Os destaques negativos ficaram com Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,8%) e Tecidos, vestuário e calçados (-5,5%), seguidos por Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,4%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-8,0%).

As atividades em alta nessa comparação foram Móveis e eletrodomésticos (1,7%), Combustíveis e lubrificantes (0,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (4,3%).

No comércio varejista ampliado, o volume de vendas em abril frente a março ficou estável, na série livre de efeitos sazonais, influenciado principalmente pelas vendas do setor de Veículos, motos, partes e peças que apresentou variação positiva próxima a estabilidade (0,2%), após avanço expressivo de 4,3% no mês anterior, ainda que o segmento de Material de construção tenha registrado aumento de 1,4%, quarta taxa positiva consecutiva, nessa mesma comparação.

Vendas caem em 20 das 27 Unidades da Federação na comparação com março

De março para abril de 2019, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista mostrou decréscimo de 0,6%, com predomínio de resultados negativos em 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Paraíba (-3,5%) e Rio de Janeiro (-2,8%) e Pará (-2,6%). Por outro lado, pressionando positivamente, figuram sete das 27 Unidades da Federação, destacando-se, em termos de magnitude de taxa: Roraima (3,2%), Amapá (2,7%) e Bahia (0,9%).

No comércio varejista ampliado, o volume de vendas ficou estável entre março e abril, com resultados positivos em sete das 27 Unidades da Federação, os destaques foram para: Roraima (6,1%), seguido por Alagoas (2,1%) e Bahia (1,2%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 18 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Rondônia (-3,3%,), Rio Grande do Norte (-3,0%) e Paraíba (-2,7%), enquanto Mato Grosso, Santa Catarina mostraram estabilidade (0,0%), para essa mesma comparação.

Frente a abril de 2018, a variação das vendas do comércio varejista nacional foi de aumento de 1,7%, com predomínio de resultados positivos em 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para: Espírito Santo (7,4%), Tocantins (7,1%) e Santa Catarina (6,9%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram sete das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Paraíba (-5,7%) e Piauí (-4,8%) e Paraná (-1,8%). Quanto à participação na composição da taxa do varejo, os destaques foram para: São Paulo (1,8%), Rio Grande do Sul (5,6%) e Santa Catarina (6,9%).

Considerando o comércio varejista ampliado, no confronto com abril de 2018, o aumento de 3,1% foi acompanhado por 21 das 27 Unidades da Federação que apresentaram variações positivas, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para Roraima (9,4%) e Amapá (8,5%), enquanto Goiás ficou estável. Quanto à participação na composição da taxa do varejo ampliado, o destaque foi para: São Paulo (4,7%), Santa Catarina (7,4%) e Rio Grande do Sul (5,0%).

(Redação – Investimentos e Notícias)