Preços ao consumidor dos EUA caem após 9 meses

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Preços ao consumidor dos EUA caem após 9 meses Foto: Divulgação

O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira, 11, que o Índice de Preços ao Consumidor recuou 0,1% em dezembro de 2018. Isso significa a primeira queda em nove meses, sendo a leitura mais fraca desde março passado.

Os dados acompanharam a queda dos preços da gasolina, mas as pressões inflacionárias permaneceram firmes, enquanto os custos de moradia e saúde aumentaram constantemente.

O índice permaneceu inalterado no mês de novembro. Já nos 12 meses do ano passado, o índice subiu para 1,9%.

De acordo com o órgão, excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o Índice de Preços ao Consumidor aumentou 0,2%. O núcleo da inflação subiu para 2,2% de janeiro a dezembro.

A inflação ficou em linha com as expectativas dos economistas, mas o banco central americano, Federal Reserve, possui uma meta de inflação de 2% e conta com uma medida diferente para decisões de política monetária, o núcleo do índice PCE.

Segundo o Fed, o núcleo do PCE aumentou para 1,9% na comparação anual em novembro, após subir para 1,8% em outubro. O índice também atingiu 2% em março, sendo a primeira vez desde abril de 2012.

A inflação global está sendo mantida sob controle, graças a uma queda acentuada nos preços do petróleo (devido ao excesso de oferta) e a desaceleração do crescimento econômico mundial. Além disso, os baixos preços do petróleo também tiveram impacto no núcleo da inflação por meio de passagens aéreas mais baratas.

Embora o Fed tenha previsto mais dois aumentos de juros este ano, as pressões inflacionárias moderadas tendem a indicar o contrário, conforme afirmam algumas autoridades dos EUA, como o chairman Jerome Powell, que solicita cautela quanto à elevação dos juros este ano.

No entanto, a ata da reunião de política monetária de 18 a 19 de dezembro do banco central americano apontou que autoridades dividiam opinião sobre o Fed se dar ao luxo de ser mais cauteloso ou não.

(Redação - Investimentos e Notícias)