Carteira recomendada da Toro Investimentos para outubro de 2020

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Carteira recomendada da Toro Investimentos para outubro de 2020 (Foto: Pexels) Carteira recomendada da Toro Investimentos para outubro de 2020

Em setembro, a Bolsa brasileira seguiu muito o movimento externo e o Ibovespa voltou a fechar no negativo, repetindo o que já ocorrera em agosto. De acordo com analistas da Toro Investimentos, pesaram as quedas fortes do setor de tecnologia americano, o crescimento de casos de coronavírus na Europa e as indefinições por conta de um pacote de estímulos fiscais parado no Congresso dos Estados Unidos.

Além disso, as preocupações fiscais aumentaram com o anúncio do programa Renda Cidadão, cujo financiamento foi elaborado de forma controversa. A inflação também preocupa um pouco, com o IGPM acumulando alta de mais de 14% nos últimos 12 meses, mas sem impactos no IPCA até o momento.

Outubro

De acordo com analistas da Toro Investimentos, devemos ter mais um mês complicado. As reformas fiscais parecem ter ficado em segundo plano e a articulação política em torno delas voltou a ser um ponto de dificuldade do governo. A pressão de alta sobre a curva de juros pode retirar um pouco do capital que migrou para a Bolsa nos últimos meses com os sucessivos cortes na Taxa Selic.

Já no exterior, o avanço do coronavírus na Europa deve ser acompanhado de perto pelos investidores, uma vez que pode levar a novas rodadas de quarentena e prejuízos econômicos no Velho Continente. A eleição americana também amplia a incerteza e o grau de aversão ao risco com a possibilidade de o resultado final ser questionado caso o presidente Trump seja derrotado.

Empresas recomendadas

Ambev

Enquanto alguns bares e restaurantes se mantiveram fechados, a Ambev (ABEV3) viu seu volume de vendas crescer, ainda que moderadamente, através dos aplicativos de delivery, o que conseguiu sustentar boa parte das perdas de volume no começo da quarentena. Essa retomada das vendas de cerveja pode trazer indícios de volumes mais sólidos para o próximo trimestre, o que deve refletir nos preços do ativo que já deixou pra trás o fundo na região de R$11,00.

CSN

O setor de siderurgia vem se beneficiando da recuperação dos preços internacionais do minério de ferro, além da forte alta do dólar ao longo de 2020. Com isso, as receitas da CSN (CSNA3) devem também apresentar comportamento positivo ao longo desse mês. As incertezas externas tendem a pressionar ainda mais o dólar para cima, enquanto números positivos na China indicam que a demanda pelos produtos da Empresa deve seguir aquecida.

Duratex

A Duratex (DTEX3) é uma das ações reconhecidamente de qualidade, Empresa bem gerida e se mostrou bem resiliente mesmo com as últimas quedas observadas no mercado, apresentando tendência de alta bem consolidada. A construção civil vem se mostrando como um dos segmentos mais robustos no atual momento, se beneficiando dos baixos patamares da taxa Selic. Como a Duratex trabalha com insumos diretamente relacionados com o setor, o ativo deve se beneficiar com o cenário.

Magazine Luiza

Ao que tudo indica, o setor de bens de consumo deve continuar mostrando bom resultado, principalmente às empresas que possuem uma maior penetração nas vendas via e-commerce. Nesse quesito, a Magazine Luiza (MGLU3) pode continuar na trajetória de valorização no preço de suas ações, pois, a empresa além de reportar um crescimento nas vendas nos últimos resultados ainda se beneficia da recente reabertura das lojas físicas.

Weg

A Weg (WEGE3) entrega resultados consistentes e está se consolidando na fabricação de motores, no fornecimento de sistemas elétricos industriais completos e outras tecnologias. Pelo fato das vendas no exterior corresponderem a quase metade da sua receita, a Companhia se beneficia do patamar mais elevado do dólar, além disso significar certa blindagem à piora da economia brasileira, fatores que devem aumentar a busca pelas suas ações na Bolsa no curto prazo.

(Redação – Investimentos e Notícias)