Renda variável soma 60% das operações realizadas no mercado de capitais

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Renda variável soma 60% das operações realizadas no mercado de capitais Foto: Divulgação

As operações de empresas brasileiras em renda variável somaram R$ 27,4 bilhões em fevereiro, o que representa 60% das emissões realizadas no mercado de capitais no mês (R$ 45,9 bilhões). De acordo com dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), no mesmo período de 2019 não foram registradas ofertas de ações. Neste ano, até fevereiro, os IPOs e follow-ons chegam a R$ 28,6 bilhões, enquanto o total captado no mercado é de R$ 60,9 bilhões (alta de 58,6% sobre o mesmo intervalo do ano passado).

 

Em linha à tendência de 2019, os follow-ons seguem em destaque, com 44,8% (R$ 27,3 bilhões) das ofertas de ações em 2020. O resultado foi puxado pela operação da Petrobras realizada no último mês, que movimentou R$ 22 bilhões. 'Até meados de fevereiro, o mercado seguia aquecido na renda variável. O volume captado e as 25 ofertas que estão em análise na CVM comprovam isso', afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da ANBIMA. 'Em condições normais, poderíamos esperar bons resultados nos próximos meses, principalmente com a demanda por papéis de maior risco, frente à baixa da Selic. Pelo menos por ora, as incertezas no cenário global, com o embate dos preços do petróleo e o Coronavírus, nos exigem cautela', diz.

Entre as ofertas de renda fixa, as debêntures seguem na liderança, com R$ 11,2 bilhões captados no ano. O resultado do primeiro bimestre fica abaixo da média mensal registrada no ano passado, de R$ 15,4 bilhões, e é 48% menor do que o volume captado no mesmo período de 2019 (R$ 21,5 bilhões). Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direito Creditório) aparecem depois, com R$ 7,8 bilhões, seguidos pelos CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), com R$ 2,9 bilhões, e CRAs (Certificados de Recebíveis Agrícolas), com R$ 2,1 bilhões no ano.

Híbridos entre renda fixa e variável, os fundos imobiliários seguem em alta. No ano, as captações chegam a R$ 6,8 bilhões, o que representa aumento de 37,8% sobre o mesmo período de 2019. A tendência é que o instrumento tenha avanço de mais R$ 9,2 bilhões nos próximos meses, a partir de R$ 3,9 bilhões de ofertas que estão em andamento e de R$ 5,2 bilhões que estão em análise na CVM.

No mercado externo, as empresas brasileiras levantaram US$ 9,1 bilhões (ou R$ 38,7 bilhões) no primeiro bimestre, o que equivale a alta de 576,9% sobre o mesmo período do ano passado (US$ 1,4 bilhão). O volume representa nove operações de dívida e uma de renda variável.

(Redação - Investimentos e Notícias)