FIRJAN insiste na redução do gasto público para controle da inflação

O cenário para a política econômica é desafiador. A economia brasileira deve encerrar 2014 com crescimento do PIB próximo de zero e inflação muito perto do teto da meta estabelecida. Para 2015, as expectativas apontam para um crescimento do PIB inferior a 1% e inflação ainda mais elevada, em especial por conta da necessidade de correção dos preços administrados.

Copom se reúne para examinar taxa básica de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começa hoje (2) à tarde a última reunião do ano para definir a Selic, taxa básica de juros da economia. A expectativa do mercado financeiro, segundo a pesquisa semanal do BC em instituições financeiras, é de elevação do patamar, atualmente em 11,25% ao ano, em 0,25 ponto percentual. Assim, a Selic encerraria 2014 em 11,5% ao ano. Como são dois dias de reunião, a decisão do Copom será anunciada amanhã (3).

A alta da taxa Selic surpreendeu, diz presidente da Abigraf

Apesar da reeleição da presidente Dilma Roussef, o País vive um clima de transição. “Até em função disso, não se esperava que o Comitê de Política Econômica (Copom) anunciasse alterações na taxa Selic, o que agudiza as perguntas que o mercado se faz no momento”, afirma Levi Ceregato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf).

FIRJAN pede nova postura no campo fiscal para recuo efetivo da inflação

Para o Sistema FIRJAN Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), “A economia brasileira passa por um período de baixo crescimento, piora da inflação, erosão do quadro fiscal e aprofundamento do déficit externo. Em especial, é preocupante a trajetória futura de inflação, levando em conta a necessidade de correção dos preços administrados. No momento presente, já convivemos com inflação e juros elevados, a despeito da atividade fraca. Os desequilíbrios são inúmeros e o Sistema FIRJAN considera que a solução não passa por mais juros. Particularmente, é condição necessária uma nova postura no campo fiscal, com retorno à transparência e diminuição dos gastos públicos de natureza corrente, permitindo um recuo efetivo da inflação. Só assim voltaremos a ter um ambiente econômico mais saudável, com crescimento sustentável, inflação dentro da meta e juros em queda.”

 (Redação - Agência IN)

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