Redução dos gastos públicos é essencial para o recuo da inflação, diz Firjan

De acordo com a nota do Sistema Firjan divulgada nesta quarta-feira (3) , “o resultado negativo do PIB no segundo trimestre confirmou o quadro de baixo crescimento da economia brasileira retratado pelas pesquisas setoriais e pelos índices de confiança de empresários e consumidores. Apesar disso, ainda que os resultados para a inflação tenham sido mais favoráveis desde a última reunião do Copom, permanecem relevantes desafios quanto à sua trajetória, em especial no que diz respeito à correção dos preços administrados. Dessa forma, o Sistema FIRJAN insiste que uma política fiscal mais equilibrada, com redução dos gastos públicos de natureza corrente, é essencial para um recuo sustentável da inflação, de forma a abrir espaço para um processo de queda permanente da taxa de juros”.

(Redação - Agência IN)

Com inflação e recessão técnica, juros altos são inúteis para a economia

O vice-presidente do Sinditêxtil-SP (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo), Francisco José Ferraroli dos Santos, acredita que, após o péssimo resultado do PIB, com recessão técnica, e o aumento da inflação, não há mais espaço para a utilização da política de juros altos, que foi mantida nesta quarta-feira (03/09) pelo Copom.

 

Selic: sinais de “estagflação” são evidentes, afirma especialista

O Comitê de Política Monetária (Copom) acaba de anunciar a taxa básica de juros (Selic) para o próximo período, mantida em 11%. Para o coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina – FASM, Reginaldo Gonçalves, os juros altos já não são mais garantia de controle de inflação e os sinais de “estagflação” são evidentes. “A indústria continua patinando em suas operações, não conseguindo competitividade para seus produtos. Acabamos de cair mais uma posição no ranking mundial de competitividade, para a 57ª posição. Já passou da hora de fazermos ajustes mais profundos. O consumidor está cada vez mais exigente e quer pagar um preço justo. Assim, acabam buscando no produto importado o que, muitas vezes, não há no nacional: preço”, avalia.

(Redação - Agência IN)

Selic: indústria sente reflexos de juros altos, diz Abiplast

“Independentemente da manutenção ou das pequenas variações da Selic que têm sido anunciadas ao longo de 2014, o patamar atual é muito elevado. A taxa básica de juros do Brasil é refém do problema fiscal. É premente reduzir as despesas públicas, em todas as instâncias governamentais, pois com o Estado gastando mal e muito, não temos como baixar os juros, e o alto preço do dinheiro é inimigo do aporte de capital em empreendimentos produtivos.

FecomercioSP considera correta a manutenção da Selic em 11%

O Banco Central decidiu manter a Selic nos atuais 11%, após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada nesta quarta-feira, 3 de setembro. Para a FecomercioSP, a decisão foi acertada, ainda que a Entidade não esteja plenamente convencida de que o risco do IPCA ficar acima da meta tenha sido realmente debelado.

A economia brasileira está em recessão e a manutenção da taxa Selic nesse patamar é um erro, diz Steinbruch

Para Benjamin Steinbruch, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - Fiesp, a manutenção da taxa Selic em 11% a.a. coloca em risco a situação financeira de empresas e trabalhadores. "A divulgação dos resultados do PIB no segundo trimestre confirmou o que todos já sabiam: a economia brasileira encontra-se em recessão. O caso da indústria de transformação é ainda pior, pois a queda do segundo trimestre foi a quarta consecutiva. Os investimentos também mostraram a mesma dinâmica."

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