Títulos públicos atingem a menor rentabilidade dos últimos 12 meses

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Em agosto, IMA-Geral, índice da ANBIMA que reflete o retorno médio desses papéis, registrou variação de 0,16% Foto: Divulgação Em agosto, IMA-Geral, índice da ANBIMA que reflete o retorno médio desses papéis, registrou variação de 0,16%

Segundo dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), os títulos públicos apresentaram em agosto o menor retorno dos últimos 12 meses. A rentabilidade do IMA-Geral, índice que acompanha a variação média desses papéis em mercado, foi de 0,16% no mês e de 9,12% no acumulado de 2019.

“O resultado de agosto foi influenciado pelas incertezas políticas e econômicas no mercado externo, principalmente por conta da guerra comercial entre Estados Unidos e China, o temor de uma crise global e o anúncio de moratória na dívida interna na Argentina”, afirma Hilton Notini, gerente de Preços e Índices da ANBIMA.

Os títulos indexados à inflação foram os principais impactados: o IMA-B5+, indicador que representa as NTN-Bs com mais de cinco anos, apresentou em agosto a primeira variação negativa deste ano, de 0,77%, sendo que o último resultado negativo havia sido em setembro de 2018. Já o IMA-B5, que acompanha as NTN-Bs até cinco anos, teve ganho de 0,05%, que também é o menor dos últimos 12 meses.

Entre os papéis pré-fixados, aqueles com prazo maior que um ano, representados pelo IRF-M1+, renderam 0,1% no mês, o pior resultado desde agosto de 2018. Já os que compõem o IRF-M1, com prazo de até um ano, tiveram alta de 0,55%. “Os títulos que refletem expectativas de curto prazo têm previsibilidade maior, por isso conseguiram manter o retorno”, diz Notini.

Os títulos corporativos, representados pelo IDA-Geral (índice de Debêntures ANBIMA), também tiveram em agosto o menor resultado mensal em mais de um ano: 0,15%. O IDA-IPCA Infraestrutura, que acompanha as debêntures indexadas ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e destinadas a projetos de infraestrutura, apresentava a melhor performance no ano até julho, mas registrou retorno negativo de 0,53% em agosto.

(Redação - Investimentos e Notícias)