Títulos públicos de longo prazo têm os melhores rendimentos de janeiro

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Títulos públicos de longo prazo têm os melhores rendimentos de janeiro Foto: Divulgação Títulos públicos de longo prazo têm os melhores rendimentos de janeiro

Os títulos públicos de longo prazo apresentaram as melhores rentabilidades de janeiro, acompanhando movimentação observada ao longo de 2018. 

De acordo com o Boletim de Renda Fixa da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), os indicadores do IMA (Índice de Mercado ANBIMA) que refletem títulos com vencimentos maiores se destacaram no primeiro mês do ano: o IMA-B5+, que acompanha carteiras de NTN-Bs com vencimentos acima de cinco anos, teve retorno de 6,6%; e o IRF-M1+, que indica a variação dos títulos prefixados com prazos acima de um ano, variou 1,7%. O IMA Geral, que reflete a média dos papéis públicos em mercado, registrou retorno de 1,9% no período.

“A alta nos papéis de maiores vencimentos mostra o otimismo do mercado com a possibilidade de aprovação das reformas econômicas nos próximos meses. Esse movimento é visto como uma oportunidade de impacto positivo na sustentabilidade fiscal do país no longo prazo”, afirma Hilton Notini, gerente de Preços e Índices da ANBIMA.

Os subíndices que representam os títulos de curto prazo apresentaram variações inferiores. O IMA-B, que reproduz as carteiras de NTN-Bs até cinco anos, teve retorno de 1,5% em janeiro. O IRF-M1, que reflete os títulos prefixados de até um ano, apresentou ganhos de 0,6%, resultado muito próximo ao 0,5% do IMA-S, o indicador que agrega o menor risco ao acompanhar as Letras Financeiras do Tesouro em mercado.

O mercado de títulos corporativos, representado pelo IDA (Índice de Debêntures ANBIMA) também apresentou ganhos em janeiro. O IDA-Geral, que apresenta a média dos subíndices, encerrou o mês com 1,1%. O IDA IPCA Infraestrutura, que reflete as debêntures incentivadas (regidas pela Lei 12.431), teve variação maior, de 2%, enquanto o IDA IPCA ex-Infraestrutura, que acompanha as demais debêntures indexadas ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), teve retorno de 1,5%.

(Redação - Investimentos e Notícias)