A saída da crise passa pelo aumento do mercado de capitais

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O desafio brasileiro é fazer a lição de casa das boas práticas corporativas e aproveitar a força do mercado interno para recuperar credibilidade e retomar o crescimento Foto: Divulgação O desafio brasileiro é fazer a lição de casa das boas práticas corporativas e aproveitar a força do mercado interno para recuperar credibilidade e retomar o crescimento

A crise brasileira e o rebaixamento do grau de investimento do País acentuaram na população e nos vários agentes de mercado os anseios por transparência, governabilidade e melhor uso da coisa pública. A afirmação foi feita pelo presidente do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, Idésio Coelho, durante o 5º Encontro de Contabilidade e Auditoria para as Companhias Abertas e Sociedades de Grande Porte, promovido conjuntamente por Ibracon e Abrasca nos dias 14 e 15 de setembro, em São Paulo.

A uma plateia de 250 auditores, preparadores de demonstrações contábeis, membros da academia e do mercado, emissores de normas e representantes de órgãos reguladores, Idésio Coelho afirmou que a perda do grau de investimento confirmou a existência de problemas estruturais na economia brasileira e pode agravá-los, pelo aumento da desconfiança e pela limitação dos investimentos internacionais. A alternativa é fazer a lição de casa das boas práticas corporativas e aproveitar a força do mercado interno para recuperar credibilidade e voltar a crescer de modo próspero, responsável e duradouro.

Com mais de 200 milhões de habitantes, o mercado interno brasileiro equivale, em tamanho, aos mercados de Alemanha, Reino Unido e França, somados. E, para vencer o desafio da reconstrução da credibilidade, o presidente do Ibracon defendeu a necessidade de as empresas se manterem alinhadas com os princípios de governança, a adoção de controles de riscos eficientes, as atualizações das normas internacionais de contabilidade e os impactos trazidos pelas novas obrigações tributárias. “O novo relatório do auditor, que passará a ser adotado no próximo ano, é um desses ingredientes que trabalham a favor da preparação de demonstrações contábeis, justas, de qualidade, livres de vieses e suficientes para subsidiar os diferentes stakeholders nas suas tomadas de decisões”, disse ele.

É com esses elementos que o Brasil poderá expandir seu mercado de capitais. “Ele é fundamental para o desenvolvimento econômico de qualquer país, pois promove o empreendedorismo, fomenta a poupança, propicia recursos para o aumento do volume de negócios e impulsiona a melhoria sistêmica das companhias, ao colocá-las sob o olhar exigente de investidores do mundo inteiro”, completou Idésio Coelho.

(Redação - Agência IN)