Afluências no setor energético afetam em poucos meses o índice PDL

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Afluências no setor energético afetam em poucos meses o índice PDL Divulgação

Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) sofreu alterações, atingindo, em poucos meses, o teto. Isto se deveu ao longo período de afluências no setor energético, o qual ficou abaixo da média histórica. O presidente da Trade Energy, Walfrido Avila, afirma que os problemas que ocorreram neste cenário foram em função da financiabilidade por parte das empresas distribuidoras, bem como o alto valor das exposições dos agentes do mercado livre. Avila ressalta ainda que, por conta disso, surgiram algumas ideias de consultores da área para que alterasse a metodologia utilizada no cálculo do PDL, afim de diminuir os impactos negativos.

O governo, até o momento, não indica sinais de mudança, ao que o executivo explica: Agora, os preços já não estão tão altos, assim, a questão é menos urgente. Qualquer alteração na precificação deve ocorrer em momentos de baixa, nunca em momentos de alta. Além disto, declara ainda que uma reavaliação nos critérios deve levar em consideração as mudanças nas leis, bem como ser feita com cautela, a partir de uma análise dos meios usados pelos empreendimentos que já estão em operação.

A explosão do índice do PDL nos últimos meses não favoreceu o mercado livre. Porém, ao analisar a questão da oferta, os geradores reiteram que a viabilidade de suas plantas, com as devidas regras existentes, permite que o PLD atinja altos valores, em alguns dos cenários projetados para o período de amortização do projeto. "Uma alteração nas regras pode afetar a estratégia comercial do supridor, portanto, pode até chegar a embutir esse risco adicional em seus preços. Já no mercado livre, esse cenário não favorece a migração de novos consumidores, em contrapartida, os que estão inseridos nesta modalidade de contratação, estão alongando o período de seus contratos", avalia o presidente.
Até o mês de novembro deste ano, não há previsão de que as chuvas retornem, haja vista que o Brasil vive o chamado período seco em quase todas as bacias. Avila diz que, como uma das conseqüências deste contexto, o nível dos reservatórios deve permanecer em queda, por mais que seja de maneira menos inesperada e contando com o máximo de aporte térmico. “A exceção é a região Sul que, na medida em que se recupera com as chuvas dos últimos meses, contribui com cerca de 3000 MW médios para que o submercado Sudeste e Centro-Oeste possam aguardar com tranquilidade a chegada do período úmido", finaliza.

(Redação- Agência IN)