Ataídes Oliveira destaca queda da poupança interna

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Ataídes Oliveira destaca queda da poupança interna (Foto: Divulgação) Ataídes Oliveira destaca queda da poupança interna

Em pronunciamento nesta terça-feira (10), o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) disse que o Brasil “perdeu o leme e está à deriva no mar” ao registrar a queda de poupança interna, que superou R$ 11 bilhões nos dois primeiros meses deste ano. Ele observou que a presidente Dilma Rousseff está “completamente fora da realidade e desconectada ao que está ocorrendo nas ruas”.

— Dilma perde a governabilidade dia após dia, e isso é gravíssimo. Todos os indicadores econômicos indicam que a recessão bateu à nossa porta, já entrou de vez na nossa casa. Assistimos perplexos o resultado do desmonte da política econômica do governo FHC, que levou o país à estabilidade social e econômica — afirmou.

Ataídes disse que a desaceleração econômica é sentida fortemente na caderneta de poupança, que registrou saque de R$ 142 bilhões em fevereiro. As retiradas superaram os depósitos em R$ 6,26 bilhões, o que configura o pior resultado em 20 anos. Em janeiro, observou, a poupança já havia registrado retiradas que superaram R$ 5 bilhões.

Ataídes ressaltou que a poupança atrai as pessoas de menor poder aquisitivo, justamente a parcela da população que mais sofre agora com a inflação descontrolada, seguida do aumento de impostos, combustíveis e energia anunciado pelo governo.

— O crescimento econômico e sustentável de longo prazo só ocorre com investimentos produtivos, a chamada formação bruta de capital fixo. Para isso, são necessários aporte de capital, que somente são possíveis por meio de poupança doméstica ou externa — afirmou.

O senador disse que é necessário um ambiente de segurança para atração de investimentos. Ele observou, porém, que o governo Dilma fez exatamente o contrário ao afugentar investidores externos, minando a confiança para investimentos de longo prazo no país.

Segundo ele, o Brasil encontra-se agora refém de especuladores de curto prazo, que exigem taxas altíssimas para financiar o rombo do governo.

Na semana passada, ressaltou Ataídes, o Tesouro teve que oferecer títulos do governo de curtíssimo prazo com juros de 13,23% ao ano. Essa medida, afirmou, demonstra o aumento da percepção de risco do país, e indica que o governo Dilma “está desesperado para fazer caixa, já que quebrou as finanças do Brasil”. As informações são da Agência Senado.

(Redação – Agência IN)