Balanço de pagamentos apresenta superávit em setembro

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Balanço de pagamentos apresenta superávit em setembro (Foto: Divulgação) Balanço de pagamentos apresenta superávit em setembro

O balanço de pagamentos apresentou superávit de US$339 milhões em setembro. O déficit em transações correntes somou US$7,9 bilhões no mês e US$62,7 bilhões no ano. Nos doze meses encerrados em setembro, as transações correntes acumularam déficit de US$83,6 bilhões, equivalente a 3,7% do PIB. Na conta financeira, destacaram-se os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros em carteira, US$5,2 bilhões, e investimentos estrangeiros diretos (IED), US$4,2 bilhões.

A conta de serviços apresentou déficit de US$4,7 bilhões em setembro, 4,4% acima do observado no mesmo mês de 2013. O gasto líquido com viagens internacionais alcançou US$1,9 bilhão, elevação de 15,2% relativamente ao verificado em setembro do ano anterior. O saldo decorreu de recuo de 2,4% nos gastos de viajantes estrangeiros ao Brasil e expansão de 11,1% nos gastos de residentes brasileiros em viagens ao exterior. As despesas líquidas com transportes somaram US$809 milhões, acréscimo de 0,7% sobre o resultado de mês equivalente, em 2013. Dentre os demais itens da conta de serviços, destacaram-se, em setembro, as elevações nas despesas líquidas relativas a aluguel de equipamentos e royalties e licenças, na ordem, 31,3%, e 11,6%; e a redução nos gastos líquidos de serviços de computação e informações, 12,2%, na mesma base de comparação.

As remessas líquidas de renda para o exterior alcançaram US$2,4 bilhões no mês, superiores ao resultado de setembro de 2013, US$407 milhões. As remessas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$1,7 bilhão no mês, ante ingressos líquidos de US$274 milhões, ocorridos no mesmo período de 2013. A receita de lucros e dividendos somou US$82 milhões em setembro de 2014, ante US$3 bilhões observados em período correspondente do ano anterior. Em 2014, até setembro, as remessas brutas de lucros e dividendos totalizaram US$19,3 bilhões, recuo de 10,2% em relação aos nove primeiros meses de 2013. As despesas líquidas de juros somaram US$733 milhões no mês, comparadas a remessas de US$714 milhões ocorridas em setembro de 2013.

No mês, as transferências unilaterais atingiram ingressos líquidos de US$132 milhões, inferiores ao resultado de setembro de 2013, US$161 milhões. O ingresso bruto de manutenção de residentes somou US$160 milhões, elevação de 15,1% na mesma base de comparação.

Os investimentos brasileiros diretos no exterior registraram retornos líquidos de US$1,9 bilhão em setembro. A participação no capital de empresas no exterior somou liquidamente aplicações de US$1,2 bilhão, enquanto os ingressos líquidos provenientes de empréstimos intercompanhias de filiais no exterior às matrizes brasileiras atingiram US$3,1 bilhões.
O ingresso líquido de IED totalizou US$4,2 bilhões no mês, composto por US$3,7 bilhões na modalidade participação no capital, e US$554 milhões em desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhias. Nos doze meses encerrados em setembro, os ingressos líquidos de IED somaram US$66,5 bilhões, equivalentes 2,94 % do PIB.

Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram ingressos líquidos de US$5,2 bilhões em setembro, compostos por entradas líquidas de US$660 milhões em ações e de US$4,6 bilhões em títulos de renda fixa. Os investimentos em títulos de renda fixa negociados no País somaram ingressos líquidos de US$3,6 bilhões. Os bônus públicos negociados no exterior apresentaram ingressos líquidos de US$990 milhões, decorrentes de receita da reabertura do Global 25 B, US$1,1 bilhão, e amortizações em operações de recompra no mercado secundário, US$60 milhões. As amortizações líquidas de notes e commercial papers atingiram US$32 milhões no mês, formadas por desembolsos de US$313 milhões e amortizações de US$344 milhões. Os desembolsos líquidos em títulos de renda fixa de curto prazo negociados no exterior somaram US$67 milhões.

Os outros investimentos brasileiros atingiram aplicações líquidas no exterior de US$7,2 bilhões em setembro. As concessões líquidas de empréstimos e créditos comerciais de curto prazo ao exterior totalizaram US$3,1 bilhões. As elevações nos depósitos mantidos no exterior por bancos residentes no Brasil, e pelo setor não financeiro, atingiram US$4,1 bilhões.

Os outros investimentos estrangeiros no País apresentaram ingressos líquidos de US$3,8 bilhões em setembro. O crédito comercial de fornecedores registrou desembolsos líquidos de US$2,2 bilhões, concentrados em operações de curto prazo. Os empréstimos de médio e longo prazos somaram ingressos líquidos de US$865 milhões, enquanto as operações de curto prazo geraram desembolsos líquidos de US$769 milhões.

(Redação – Agência IN)