Biosev apresenta prejuízo de R$ 280,8 milhões

  •  
Biosev apresenta prejuízo de R$ 280,8 milhões (Foto: Pexels) Biosev apresenta prejuízo de R$ 280,8 milhões

A Biosev apresentou os resultados do primeiro trimestre da safra 2020/21. A receita líquida, excluindo-se os efeitos contábeis (não caixa) do hedge accounting da dívida em moeda estrangeira (HACC), atingiu R$2,7 bilhões, 53,4% superior ao 1T20. 

O EBITDA ajustado ex-revenda/HACC (excluindo-se os efeitos das operações de revenda e do impacto não-caixa de hedge accounting de dívida em moeda e IFRS16) foi de R$369,1 milhões com margem EBITDA de 33,9% e EBITDA unitário de R$ 31,7 por tonelada, resultados principalmente do aumento da receita líquida influenciada pela melhora operacional, parcialmente compensados pelos aumentos no CPV e DVGA que refletem o impacto de 10,4% do preço de consecana no período e a mudança na composição do mix de vendas.

Excluindo-se o efeito da variação cambial, o resultado financeiro foi uma despesa de R$ 62,6 milhões, que se compara a despesa de R$ 93,3 milhões no 1T20, resultado de maiores ganhos na liquidação e marcação a mercado de posições em derivativos, parcialmente compensados por menores rendimentos de aplicações financeiras no período.

O resultado líquido registrado apontou um prejuízo no período de R$ 280,8 milhões, versus um prejuízo de R$ 163,7 milhões registrados no 1T20. Conforme fatores analisados anteriormente, os resultados foram impactados principalmente pela variação cambial, parcialmente compensados pelo aumento da receita líquida e por maiores ganhos na liquidação e marcação a mercado de posições em derivativos.

A Companhia investiu R$ 242,8 milhões, 5,8% inferior ao 1T20, resultado que reflete a estratégia de redução de custos e aumento de competitividade que tem como pilares a gestão do canavial mais longevo e produtivo e sistemas de tratos culturais que maximizam a utilização de insumos produzidos nas próprias unidades da Companhia.

Por fim, a dívida bruta da Companhia era de R$ 7,8 bilhões em 30 de junho de 2020, 31,8% superior ao endividamento em 30 de junho de 2019, resultado principalmente do impacto da desvalorização de 42,9% do Real frente ao Dólar norte-americano sobre a parcela do endividamento denominada em dólares.

(Redação – Investimentos e Notícias)