Cogna tem resultado financeiro negativo de R$ 227 mi

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Cogna tem resultado financeiro negativo de R$ 227 mi (Foto: Pexels) Cogna tem resultado financeiro negativo de R$ 227 mi

No primeiro trimestre de 2020 (1T20), o resultado financeiro líquido foi negativo em R$227 milhões, um aumento de 12%, apesar da redução na despesa com juros oriunda da redução da taxa básica de juros. Os principais ofensores foram o aumento nos juros de arrendamento, originados pela atualização dos contratos de direito de uso realizada no 4T19, além da atualização monetária sobre as contingências relacionadas à aquisição da Somos, que passaram a ser contabilizadas somente após um ano da sua incorporação. O impacto das despesas de juros (líquido da receita de juros), no entanto, tende a ser menor nos próximos trimestres em razão do aumento de capital realizado em fevereiro (impactando positivamente a receita financeira com os recursos em caixa) e da redução das taxas de juros observadas em maio.

A geração de caixa operacional antes do capex foi negativa em R$ 28milhões no 1T20, um consumo significativamente inferior ao verificado no 1T19, apesar de todas as pressões verificadas no resultado da Companhia. Destaque para o consumo de capital de giro verificada no período reverte a tendência de aumento dos últimos anos, favorecida pelo recebimento do caixa referente ao PNLD 2020 (dos R$233 milhões pendentes, R$146 milhões foram recebidos no 1T20 e os R$87milhões remanescentes até a data desta divulgação), e parcialmente compensado pelo maior nível de arrecadação com cartão de crédito, que levou a um aumento de R$ 44 milhões no saldo em aberto de cartão em comparação ao 1T19.

Ao final do 1T20, o total entre caixa e aplicações financeiras somava R$ 2,9 bilhões, nível consideravelmente superior ao verificado no trimestre imediatamente anterior, como consequência do aumento de capital realizado no período que colocou a Companhia em uma situação bastante confortável para enfrentar os desafios que o momento atual apresenta. Com isso, o endividamento líquido caiu para R$ 5,1 bilhões no 1T20 (ou R$ 5,4bilhões incluídas outras obrigações referentes à pagamento de aquisições e parcelamento de tributos), ou 2,45x a dívida líquida dos últimos 12 meses. É importante ressaltar o perfil alongado do nosso endividamento: os vencimentos de dívida no curto prazo representam apenas 5% do total (o próximo pagamento relevante de principal acontece em agosto de 2021). Adicionalmente, a empresa anunciou em 15 de maio de 2020 uma nova emissão de dívida de R$500 milhões com vencimento em 3 anos que contribuiu ainda mais para reforço do caixa e alongamento do perfil da dívida.

(Redação – Investimentos e Notícias)