Crise alavanca pequenas e médias instituições financeiras

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Crise alavanca pequenas e médias instituições financeiras (Foto:Divulgação) Crise alavanca pequenas e médias instituições financeiras

Com mais de 11 milhões de desempregados, impeachment de uma presidente da República, previsão de queda no PIB próximo de 3% e inflação de quase 9% faz que o Brasil viva uma das piores crises de sua história. Porém, em meio à crise surgem as oportunidades e algumas empresas comemoram. “A crise gera oportunidade de captação de novos clientes. Crescemos 18% em relação ao mesmo período do ano passado”, explica Paulo Figueiredo, Diretor de Operações da assessoria de investimentos FN Capital.

O maior termômetro da mudança que está acontecendo no mercado financeiro está na caderneta de poupança. Somente este ano, os correntistas sacaram mais de R$ 43 bilhões. Uma parte retirou para quitar dívidas, porém, outra parcela decidiu que o investimento mais “seguro” do país estava rendendo pouco e começou a buscar novos produtos financeiros. “Provavelmente, se não houvesse a crise, grande parte desse montante ainda estaria aplicado no mesmo lugar, mesmo rendendo menos que a inflação. As pessoas saem da zona de conforto e buscam novas oportunidades somente nos momentos ruins. Aqueles que sabem aproveitar essa mudança, lucram”, ressalta.

Assessoria financeira líder na região serrana do Rio de Janeiro, a FN Capital sabe bem onde estão os clientes potenciais. “Mais de 80% de nossos clientes eram investidores dos grandes bancos de varejo do país, que raramente oferecem um produto com rentabilidade acima de 100% do CDI. Após apresentarmos produtos financeiros muito mais rentáveis e atendimento mais próximo, este cliente é fidelizado pelos números. No mês de junho, atingimos nosso recorde histórico de captação, sendo este 41% superior ao mesmo período do ano passado. Alguns clientes ainda mantém a conta corrente aberta na instituição tradicional apenas para movimentações financeiras do cotidiano, mas não voltam a realizar investimentos. A crise está forçando o investidor a se educar financeiramente”, revela Figueiredo. Somente nos últimos 3 meses, os maiores bancos do país reduziriam seu lucro em R$ 11 bilhões.

(Redação – Agência IN)