Crise hídrica pode voltar com estiagem, alerta presidente da Apecs

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Entidade reforça importância de novos projetos e do programa de redução de perdas Foto: Divulgação Entidade reforça importância de novos projetos e do programa de redução de perdas

Apesar de o Sistema Cantareira ter alcançado níveis acima do volume morto, ele ainda pode oferecer riscos de desabastecimento de água para a Região Metropolitana de São Paulo. “A situação do principal sistema de abastecimento de São Paulo está bem melhor, é verdade, mas ainda inspira cuidados”, alerta Luiz Roberto Gravina Pladevall, presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente).

Segundo ele, é necessário, além da conclusão das obras do Sistema Produtor de Água São Lourenço (com término previsto para outubro de 2017) e da interligação Jaguari/Atibainha, o que dará maior segurança operacional ao abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo, a garantia do abastecimento somente será alcançada mediante a intensificação do programa de controle e gestão de perdas e com a retomada dos investimentos da companhia em novos projetos. “Sem estas duas medidas, caso se repitam os mesmos indicadores do período de estiagem registrados em 2014, voltaremos a enfrentar dificuldades no abastecimento público da região metropolitana. Ainda temos dúvidas se teremos um período de secas no próximo verão”, avisa Pladevall.

O dirigente reforça ainda a necessidade de elaboração de novos projetos que possibilitem que a Sabesp promova um plano de investimentos condizente com as atuais necessidades de infraestrutura do sistema de abastecimento público de forma a aumentar a oferta de água, sempre ressaltando que a companhia não investe em novos projetos desde o início da crise hídrica.

“Somente a elaboração de novos projetos poderá sustentar um novo ciclo de investimentos que garanta o fornecimento de água potável à população”, ressalta Pladevall. Segundo ele, é preciso acelerar os projetos de troca de tubulações e melhorias no sistema para reduzir as perdas a níveis internacionais. “Ainda convivemos com indicadores altos, na casa dos 30%. Nos países desenvolvidos, já alcançamos 10% de perdas nessas localidades”, afirma.

Para Pladevall, a Sabesp precisa elaborar um Plano de Investimentos de Obras para garantir o fornecimento de água em eventuais períodos de crise. “A companhia precisa ainda criar um banco de projetos para garantir as obras essenciais para o estado”, afirma.

(Redação - Agência IN)