Custo da Construção em Belo Horizonte tem menor alta do ano

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Custo da Construção em Belo Horizonte tem menor alta do ano Foto: Divulgação Custo da Construção em Belo Horizonte tem menor alta do ano

O Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m² - projeto-padrão R8N) registrou ligeira alta de 0,06% em maio em relação ao mês anterior. Essa variação, que foi a menor registrado em 2016, ocorreu em função do incremento de 0,16% no custo com material de construção e da estabilidade nos demais componentes do referido indicador de custos da construção: mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamentos.

Com este resultado, o custo do metro quadrado de construção em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8-N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e três quartos) que em abril/16 era R$1.259,32 passou para R$1.260,13 em maio. O CUB/m² é um importante indicador de custos do setor e acompanha a evolução do preço de material de construção, mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamento. É calculado e divulgado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), de acordo com a Lei Federal 4.591/64 e com a Norma Técnica ABNT NBR 12721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O coordenador sindical do Sinduscon-MG, economista Daniel Furletti, destaca: “Em maio alguns insumos apresentaram maior aumento em seus preços como a bacia sanitária branca (+3,44%), a placa de gesso liso (+3,31%), o tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto 150mm (+2,48%), a esquadria de correr (+2,20%) e a emulsão asfáltica (+2,12%), todos eles superiores a variação do IGP-M/FGV que foi de 0,82%. Apesar disso, a maioria dos itens pesquisados ficou com o preço estável ou, então, apresentou redução, o que fez com que o custo com o material registrasse elevação de 0,16% neste mês. Essa variação, junto com o aumento observado em fevereiro, que também foi de 0,16%, correspondeu a menor observada no ano. Esperamos que este quadro se mantenha nos próximos meses, permitindo uma maior estabilidade nos custos da construção. É necessário ressaltar que o cenário ainda é caracterizado por uma cautela dos agentes produtivos, que aguardam os desdobramentos/efetivação das medidas econômicas anunciadas como o controle dos gastos públicos. A conjuntura caracterizada pelo desemprego crescente, pelas altas taxas de juros e pela inflação acima da meta adia novos investimentos, o que provoca a redução das atividades produtivas do País. Assim, o aumento de custos em nada contribui para a aguardada retomada das atividades e, por isso, esperamos que as altas dos insumos fiquem mais estáveis“.

Resultado acumulado no período de janeiro a maio de 2016: Nos primeiros cinco meses de 2016 o CUB/m² acumulou alta de 7,41% enquanto o custo com material de construção cresceu 0,51%, o custo com a mão de obra aumentou 12,31%, as despesas administrativas subiram 19,83% e o custo com o aluguel de equipamentos apresentou estabilidade. Neste período, alguns materiais se destacaram pela expressiva variação em seus preços como a placa de gesso liso (+10,55%), a porta interna para pintura (+7,78%), a bacia sanitária com caixa acoplada (+7,49%) e a esquadria de correr (+7,08%).

Acumulado nos últimos 12 meses (junho15-maio/16): Nos últimos doze meses encerrados em maio/16 o CUB/m² (projeto-padrão R8-N) registrou alta de 8,35%. Esse resultado refletiu aumentos nos seguintes custos: 2,54% no material de construção, 12,31% na mão de obra, 18,87% na despesa administrativa e 16,81% no aluguel de equipamento. Neste período, os materiais que apresentaram maiores elevações em seus preços foram: placa de gesso liso (+20,47%), tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto (+18,59%), porta interna para pintura (+14,79%) e telha fibrocimento ondulada 6mm (+10,25%).

Resultado do CUB/m² desonerado

O CUB/m² desonerado aumentou 0,07% em maio/16 acumulando elevação de 7,14% nos primeiros cinco meses de 2016 e 8,13% nos últimos 12 meses (junho/15-maio/16).

A metodologia de cálculo do CUB/m² e do CUB/m² desonerado é a mesma, ou seja, ambos seguem as determinações da Lei Federal 4.591/64 e da ABNT NBR 12.721:2006. A diferença encontra-se no percentual de encargos sociais incidentes sobre a mão de obra. No CUB/m² que não considera a desoneração da mão de obra, os encargos previdenciários e trabalhistas (incluindo os benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho) totalizam 187,70%. Já no CUB/m² desonerado, os encargos previdenciários e trabalhistas (também incluindo os benefícios da Convenção Coletiva) somam 154,01%.

(Redação - Agência IN)